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Em prisão domiciliar, Genoino muda endereço pela 3ª vez

Petista teve o pedido para cumprir prisão domiciliar em São Paulo negado pelo Supremo Tribunal Federal e pode voltar para a penitenciária da Papuda

Por Da Redação 4 jan 2014, 11h56

Condenado em regime semiaberto no processo do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino trocou de endereço pelo menos três vez nos últimos 40 dias. A última mudança ocorreu nesta sexta-feira e, segundo advogados do petista, foi comunicada na véspera ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após deixar no último dia 24 de novembro o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, onde estava internado, o petista teria passado alguns dias no apartamento da filha caçula, no bairro Guará II. Pouco depois, mudou-se para uma casa, que seria de propriedade do sogro da filha, localizada no Lago Sul.

Segundo o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, o petista deixou a residência do sogro da filha ontem. “Ele foi uma pessoa generosa, que acolheu o Genoino. Mas, diante da negativa do STF de autorizar que Genoino cumprisse pena em São Paulo, decidiu-se procurar outro endereço”, disse Pacheco. O advogado não quis revelar o novo local.

A decisão de negar a transferência do petista para que ele cumprisse prisão domiciliar em São Paulo foi tomada pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, no último dia 27 de dezembro. Na ocasião, o ministro, relator do processo do mensalão, chegou a afirmar que a chance de Genoino voltar para a penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, era “forte”.

Papuda – Preso em novembro em São Paulo, o ex-dirigente do PT foi trazido para Brasília junto com outros condenados no processo do mensalão, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O ex-deputado ficou menos de uma semana no Complexo Penitenciário da Papuda. Deixou o estabelecimento após reclamar de problemas cardíacos. Depois de ter passado por uma avaliação médica, ele foi autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar.

Na decisão do final de dezembro, Barbosa estabeleceu um prazo de 90 dias, contados desde 21 de novembro, para Genoino ficar em prisão domiciliar em Brasília. Ao fim desse prazo, Barbosa decidirá, após reavaliação do estado de saúde, se o ex-presidente do PT voltará a cumprir pena na prisão em regime semiaberto pela condenação por corrupção ativa.

Segundo Luiz Fernando Pacheco está prevista para a próxima terça-feira uma avaliação de rotina da equipe médica do Hospital Sírio Libanês de São Paulo sobre o quadro de saúde do petista, submetido a cirurgia cardíaca em meados de 2013. Devido à negativa no pedido de transferência do petista, a alternativa estudada é que uma equipe de um hospital em Brasília faça as análises. “Genoino não tem condições de arcar com os custos da vinda da equipe de São Paulo. Uma possibilidade é o doutor Kalil indicar alguém da cidade”, afirmou Pacheco.

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