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Em posse, Ana de Hollanda pede aprovação do Vale-Cultura

Posse de nova ministra teve poucas propostas, apresentações culturais e dança de Suplicy

Por Gabriel Castro 3 jan 2011, 19h35

A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, prometeu nesta segunda-feira dar continuidade aos programas desenvolvidos pelo ministério durante o governo Lula. Sem experiência em cargos de primeiro escalão, apresentou poucas propostas concretas. A irmã de Chico Buarque disse apenas que vai dar continuidade ao projeto Mais Cultura e aos Pontos de Cultura. E cobrou do Congresso Nacional a aprovação do projeto do Vale-Cultura – benefício de 50 reais mensais para famílias de baixa-renda.

“Minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou está sendo feito”, afirmou a nova ministra. Ana de Hollanda prometeu ainda trabalhar para democratizar o acesso à cultura no país. “É preciso ampliar a capacidade de consumo cultural desses brasileiros para ascender culturalmente”, defendeu. Durante o discurso, ela chorou ao se lembrar dos pais.

Samba – A posse da nova ministra foi, certamente, a mais pitoresca da equipe de Dilma Rousseff, com a apresentação de vários grupos culturais. O mestre de cerimônias da posse – que teve bateria de uma escola de samba brasiliense, a Aruc – foi o rapper brasiliense Gog. Se não bastasse, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se empolgou com as mulatas e arriscou titubeantes passos de dança. Os atores Antonio Grassi e José de Abreu compareceram à cerimônia, assim como as cantoras Sandra de Sá e Rosemary. Chico Buarque não compareceu.

O antecessor de Ana de Hollanda, Juca Ferreira, também foi às lágrimas em seu discurso. Ferreira deixa o posto depois de ter articulado um malsucedido lobby para se manter no cargo.

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