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Em Natal, tensão nas ruas e na campanha

Disputa eleitoral se dá em meio a ataques do crime organizado - já usados por adversários do atual prefeito

Por Rafaela Lara Atualizado em 24 ago 2016, 15h04 - Publicado em 23 ago 2016, 12h45

A disputa eleitoral em Natal, no Rio Grande do Norte, começou em meio a onda de ataques promovidos pelo crime organizado na capital potiguar e região metropolitana. E o clima de tensão nas ruas se reflete nos ataques entre os candidatos: o atual prefeito e candidato à reeleição pelo PDT, Carlos Eduardo Alves, foi taxado de omisso e inerente pela oposição e até mesmo pela própria vice-prefeita da capital, Wilma de Faria (PTdoB), que optou por apoiar a filha e candidata do PSDB, Márcia Maia.

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O atual prefeito lidera as pesquisas de opinião, com 39,3% das intenções de voto. Filho do ex-prefeito de Natal, Agnelo Alves (PDT), primo do ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, e do senador Garibaldi Alves Filho, o postulante à reeleição tem o apoio de um grupo forte na política local. E assim como seu primo Henrique Eduardo Alves, é alvo de ação de improbidade administrativa. É também acusado de enriquecimento ilícito.

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A deputada estadual Márcia Maia (PSDB) aparece em segundo lugar, com 5,2% das intenções de voto. Robério Paulino (PSOL), professor universitário que ganhou notoriedade no cenário político após disputar as eleições para governador do Estado em 2014, se lança na disputa sem alianças. Carregando o desgaste do PT nas costas, o deputado estadual Fernando Mineiro promete fazer barulho diante do árdua tarefa que tem pela frente. Também integram a disputa o deputado estadual Kelps Lima (PSB) e o candidato da Rede,  Marina Silva, Freitas Júnior.

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