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Em MG, Marina enfrenta vaias e convoca militantes para ‘guerra virtual’

Candidata do PSB afirmou que presidente Dilma Rousseff tem "11 minutos na televisão em troca de cargos para destruir a Petrobras"

Por Talita Fernandes, de Belo Horizonte 9 set 2014, 12h47

Em seu primeiro ato de campanha em Minas Gerais, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, manteve o tom duro em relação ao megaescândalo de corrupção na Petrobras delatado à Polícia Federal pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Ao convocar a militância do PSB nesta terça-feira a aderir à campanha nas redes sociais para “rebater mentiras”, a ex-senadora afirmou: “Dilma tem 11 minutos na televisão em troca de cargos para destruir a Petrobras”.

Marina ouviu vaias enquanto discursava na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte. Ao falar a militantes que assistiam ao evento, Marina era chamada de “fundamentalista” por um grupo de pessoas que estava no local, mas para retirar ingressos para um show musical que ocorre neste domingo. Ao ouvirem suas propostas, os manifestantes reagiam aos gritos de “Só se o [pastor] Silas Malafaia deixar”, em referência ao recuo de Marina em relação ao primeiro programa de governo divulgado pelo PSB, que trazia a defesa do casamento do gay e do PLC 122, projeto de lei que criminaliza a homofobia.

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Em seu discurso, Marina fez críticas ao candidato do PSDB Aécio Neves, que governou Minas Gerais por dois mandatos, e à presidente Dilma Rousseff, natural do Estado. Do alto de um caminhão de som, Marina e seu vice, Beto Albuquerque, voltaram a pedir que a militância do partido, que formava exclusivamente o público que foi para o ato, dedique tempo à internet “para combater ataques”. Eles reforçaram ainda a importância de projetos como o pré-sal e o Bolsa Família – a presidente Dilma tem afirmado que as propostas de Marina defendem o fim da prioridade ao pré-sal.

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Albuquerque reforçou o compromisso da chapa com os investimentos no pré-sal e alfinetou Dilma pelas críticas. “Eu nunca vi tanta mentira ao mesmo tempo quanto estou vendo no programa oficial do governo.” Já Marina, última a falar, pediu apoio da militância para responder nas redes sociais aos ataques e disse que o país vai ver uma “pororoca da democracia” de combate às mentiras.

A dentista Denise Limeira da Rocha, de 29 anos, estava entre os que vaiaram a candidata do PSB. “Não acho que ela vai mudar nada. Ela é um fantoche do partido”, disse. Denise afirmou ainda que está em dúvida sobre em quem vai votar, mas que provavelmente será em Dilma. “Não que eu seja petista”, apressou-se em dizer. Outros que criticavam Marina afirmaram ser eleitores de Luciana Genro, que concorre ao Palácio do Planalto pelo PSOL. “Sei que ela não vai ganhar, mas nessa aí (Marina) eu não voto”, afirmou uma mulher.

O evento organizado pelo PSB foi bastante tímido e desajeitado, com o som bastante falho e com público restrito aos militantes. Nem mesmo os que estavam presentes na enorme fila para retirada de ingressos se locomoveram para participar do ato político ao lado.

Também participaram do evento o deputado federal pelo PSB, Júlio Delgado, o candidato ao governo de Minas e pai de Júlio, Tarcísio Delgado, e a aspirante ao Senado pelo PSB, Margarida Vieira. O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, não compareceu ao evento. Embora seja do PSB, Lacerda faz parte da ala que defendia apoio da sigla a Pimenta da Veiga, candidato ao Palácio Tiradentes pelo PSDB.

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