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Em mensagem para o dono da OAS, Eduardo Cunha disse que Michel Temer recebeu R$ 5 milhões da empreiteira

Na conversa com o empreiteiro Leo Pinheiro, o deputado reclama do atraso nos pagamentos para sua "turma", enquanto o vice-presidente recebia o dinheiro de uma vez só

Por Da Redação
19 dez 2015, 11h09

Uma conversa, por Whatsapp, entre o deputado Eduardo Cunha e o dono da OAS, Leo Pinheiro, sugere que o vice-presidente Michel Temer recebeu 5 milhões de reais da empreiteira. Na troca de mensagens revelada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, Cunha reclama que Pinheiro deixou “inadvertidamente adiado” o pagamento a outros líderes do PMDB – a “turma”, em seus termos -, enquanto Temer teria recebido os cinco milhões de uma vez só. Não se sabe a data da conversa, e não fica inteiramente claro se o pagamento foi feito como doação eleitoral regular ou de forma ilegal. Na sequência das mensagens, Pinheiro pede a Cunha que tenha cuidado para “não mostrar a quantidade de pagamentos dos amigos”.

Pinheiro já foi preso e condenado por envolvimento no Petrolão, graças às investigações da Operação Lava Jato. A cobrança de Cunha estava no celular do empreiteiro, apreendido em 2014. Foi mencionada pelo procurador-geral Rodrigo Janot no pedido para que o STF autorizasse as buscas realizadas pela Polícia Federal na terça-feira, na Catilinária, nova fase da Lava Jato. Quando se manifestou autorizando as buscas, o ministro Teori Zavascki citou parte do texto de Janot, que resume a conversa entre deputado e empresário: “Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de R$ 5 milhões, tendo adiado os compromissos com a ‘turma'”.

Questionado pela Folha de S. Paulo, o vice-presidente apresentou o extrato de doações da OAS para o PMDB. O montante, declarado ao Tribunal Superior Eleitoral, é próximo daquele aludido por Cunha – 5,2 milhões de reais -, mas não foi um pagamento único, e sim em cinco parcelas, entre maio e setembro de 2014. “Tudo ocorreu com absoluta transparência”, afirmou a assessoria do vice-presidente.


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