Em meio a novo ataque às urnas, TSE diz quais empresas fabricam os aparelhos
Equipamentos usados no Brasil são fabricados por quatro empresas, todas de origem brasileira
Em meio a uma crescente de ataques à idoneidade das urnas eletrônicas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira, 29, quais são os fabricantes dos equipamentos usados em toda a extensão nacional. Os 14 modelos das mais de 1,4 milhão de urnas que já foram usadas pela Justiça Eleitoral foram fabricadas por quatro empresas, todas brasileiras.
São elas: Positivo Tecnologia, responsável pelos modelos mais recentes, Diebolb, Unisys Brasil e Procomp Indústria Eletrônica, responsável pelos mais antigos. Hoje há quatro modelos em uso: UE 2013, UE 2015, UE 2020 e UE 2022. Os anteriores, mais antigos, foram descartados ecologicamente. O Tribunal Superior Eleitoral faz uma bateria de testes para verificar a segurança das urnas pelo menos um ano antes do período de votação.
No último dia 21, o senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) disse, durante um encontro com diplomatas, que as urnas eletrônicas brasileiras eram fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, que estaria na mira da CIA (órgão de investigação do governo americano) por supostas fraudes no processo eleitoral da Venezuela. Nada na fala do parlamentar é verdade.
Essa fala do Zero Um integra uma nova crescente de ataque as urnas que está se desenhando junto com a proximidade da campanha eleitoral. Fora do Brasil e com o mandato cassado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro abriu uma live afirmando que as urnas eletrônicas brasileiras são fraudadas, alimentando o discurso conspiratório nas redes sociais. Em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez afirmações de mesmo teor e foi condenado à inelegibilidade pela primeira vez por conta da reunião feita com embaixadores de todo mundo na qual disse que as urnas brasileiras eram fraudadas.
As urnas eletrônicas não são um produto de mercado, ou seja, não podem ser adquiridas por qualquer pessoa. A empresa que vence a licitação fabrica o modelo e a quantidade determinada pela Justiça Eleitoral, dentro das regras e dos parâmetros previstos. Ela funciona como um produto exclusivo, que não pode ser encontrado em nenhum lugar.







