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Em live, Bolsonaro diz que espera ‘estar curado o mais rápido possível’

Presidente, que está infectado pelo coronavírus, não deu detalhes do seu estado de saúde e apresentou o vídeo com uma caixa de hidroxicloroquina na mesa

Por Da Redação - 9 jul 2020, 20h34

O presidente Jair Bolsonaro, que está infectado com o novo coronavírus, não comentou diretamente o seu estado de saúde durante live semanal transmitida todas as quintas–feiras nas redes sociais, mas disse que espera estar “curado o mais rápido possível”.

Na mesa, estava uma caixa do medicamento hidroxicloroquina, que ele está tomando, apesar de sua eficácia contra a Covid-19 não ter comprovação científica. Ele aparentava boa condição de saúde e tossiu rapidamente apenas uma vez durante a live de pouco mais de vinte minutos.

Na transmissão, ele não usava máscara e ficou o tempo todo sozinho – não havia, como de costume, um tradutor de libras. “Não tem ninguém na sala, o mais perto está a dez metros de distância”, afirmou. Segundo ele, o convidado desta quinta-feira seria o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para falar sobre projetos envolvendo a malha ferroviária, mas teve que cancelar os convites desta e da próxima quinta-feira. “Espero estar curado o mais rápido possível, mas eu não posso garantir isso”, disse.

Ele voltou a dizer que o governo federal fez o que lhe cabia no combate à doença, que era garantir emprego e renda às pessoas que perderam suas fontes de ganho, já que, na visão dele, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a questão de adotar ou não o isolamento social era “exclusiva” de governadores e prefeitos. “Eu faria diferente? Eu não pude opinar nessa questão por decisão do STF”, declarou.

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Bolsonaro também se defendeu das críticas que recebeu por vetar o uso de máscaras em locais fechados, como templos religiosos – disse que govenadores e prefeitos já legislam e aplicam multas por causa disso – e a obrigatoriedade de oferecer equipamentos de proteção contra o coronavírus a indígenas e outras comunidades.

“Aprovaram projeto para obrigar a fornecer EPIs (equipamentos de proteção individual) a indígenas, quilombolas, um monte de comunidades. Se eu sancionar, eu vou ter a obrigação de cumprir. Se não tiver recurso, eu vou arrancar dinheiro de onde?”, questionou. Segundo ele, o Congresso tem a prerrogativa de derrubar os vetos.

 

 

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