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Em discurso a operários, Aécio ataca Dilma e Marina

Tucano acordou cedo e tomou café com trabalhadores. De capacete, partiu para o ataque: 'Brasil precisa sorrir de verdade, sem colocar dentes de última hora'

Por Bruna Fasano - 28 ago 2014, 10h46

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, criticou nesta quinta-feira, em café da manhã com trabalhadores, as duas principais adversárias na corrida pelo Planalto, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Embora não tenha citado Marina nominalmente, o tucano afirmou, em clara referência a ela: “Quem diz que vai fazer tudo sozinho está enganando os outros. E quem acredita está se enganando”. A artilharia pesada, contudo, foi direcionada a Dilma. Aécio fez repetidas referências ao episódio de Dona Nalvinha, a sertaneja que recebeu dentes antes de aparecer na propaganda eleitoral ao lado da presidente-candidata. “O Brasil precisa voltar a sorrir de verdade, sem precisar colocar dentes na última hora, para ter esperança em relação ao futuro”, disse.

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Terceiro colocado na preferência do eleitorado, segundo pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, Aécio tem adotado a estratégia de atacar tanto Dilma quanto Marina. Durante o encontro desta quinta, com operários da construção civil, afirmou, sobre a candidata do PSB, que “não entende direito em qual direção ela quer levar o Brasil”.

Ao falar de projetos para os trabalhadores, Aécio prometeu, se eleito, garantir uma correção anual da tabela do Imposto de Renda e aumento real do salário mínimo. E aproveitou para divulgar uma de suas promessas de campanha, oferecer uma bolsa no valor de um salário mínimo para jovens e adultos que voltarem a estudar. Aécio aproveitou o contexto e deu mais uma alfinetada em Dilma: “Isso não é dar um dente. Isso é dar dignidade”, afirmou.

O presidenciável ainda destacou que possui um “time” de políticos que o apoiam nos governos estaduais, Câmara e Senado. Ele estava ao lado do governador paulista Geraldo Alckmin, 50% de intenções de voto – e com quem Marina já disse que não dividirá palanque.

O candidato tomou café da manhã com cerca de 300 trabalhadores em um canteiro de obras na Zona Oeste da capital paulista. Ele estava também acompanhado do ex-governador José Serra, que disputa o Senado, posou para fotos e foi carregado nos ombros pelos operários.

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