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Em carta, Lula se diz ‘indignado’ e volta a desafiar Lava Jato

Em mensagem enviada a militantes, ex-presidente preso há dez dias afirmou que é inocente e pediu que Moro e TRF4 'provem crime'

Preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril para cumprir doze anos e um mês de prisão a que foi condenado na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva endereçou uma mensagem à militância que o apoia na qual se diz “indignado” e volta a desafiar a força-tarefa da Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a provarem sua culpa no caso do tríplex do Guarujá.

Na carta aos militantes do PT e de movimentos sociais e sindicais que estão acampados em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense, onde está detido, Lula afirmou ter “certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena”.

“Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado”, diz o ex-presidente no texto, divulgado também em suas contas no Facebook e Twitter.

A mensagem foi divulgada por Lula um dia antes da vistoria que senadores integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado farão na cela onde o petista está preso. A visita, marcada para esta terça-feira (17), foi autorizada nesta segunda-feira pela juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente.

A lista de parlamentares apresentada à magistrada é composta de nomes alinhados ao petista: Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Regina Sousa (PT-PI), Angela Portela (PT-RR), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lindbergh Farias (PT-RJ), Telmário Mota (PTB-RR), Paulo Paim (PT-RS), Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Rocha (PT-PA).

Ainda nesta segunda-feira, os organizadores da mobilização nas imediações da sede da PF em Curitiba participaram de uma reunião com representantes da Secretaria de Segurança do Paraná, da prefeitura de Curitiba e da Polícia Militar, entre outros, na qual se definiu que o acampamento de apoio a Lula mudará de lugar. Permanecerão nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal apenas quatro tendas, em um terreno particular, com estrutura para dar suporte aos manifestantes.

A secretaria e os militantes do PT e movimentos aliados, contudo, divergem em relação ao local para onde o acampamento será transferido. Segundo o governo paranaense, o local determinado para pernoite dos militantes é o Parque do Atuba, a 3 quilômetros da sede da PF. Segundo os organizadores da mobilização, a nova localidade será definida amanhã, “de acordo com as possibilidades legais oferecidas”.

Comentários

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  1. Para ele vale a máxima: “Uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade”. Mas o tempo é implacável…inverno chegando no Sul, coisas que podem afetar ainda mais uma mente que não pensa coisa com coisa.

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  2. Acho que ele nunca leu o processo, que é bem claro. Aliás, ele não aprecia muito o hábito de ler…

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  3. João Batista Berto

    Indignado estamos nós senhor “Ideias Fétidas”.

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  4. Espancador de PeTralha

    Ué, ele sabe escrever?????????????????????????????? Aloooo ediçao, edita isso ai melhor, escreve carta… ai não né. “Ladrao analfabeto, dita para cambada de puxa saco corrupto, um texto para ser publicado, visto que o mesmo é ladrao demais para ser alfabetizado”

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