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Em carta aos católicos, PT critica ‘parlamentares que transformam igrejas em palanques’

Partido evita pauta de costumes e acena ao eleitorado cristão com programas sociais e de distribuição de renda

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 16h47 | Atualizado em 1 jul 2026, 17h13
Em carta aos católicos, PT critica ‘parlamentares que transformam igrejas em palanques’ Priorizar nos meus resultados Google

O PT divulgou nesta quarta-feira, 1º, uma carta ao eleitorado católico. O documento segue o roteiro traçado em junho, quando o partido firmou compromissos com os evangélicos. Os petistas procuram se aproximar dos segmentos cristãos para impulsionar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.

O partido defende no texto o estado laico e a liberdade religiosa e condena “parlamentares que transformam igrejas em palanques e que traem o mandato recebido do povo ao se colocarem contra direitos sociais, trabalhistas e democráticos”.

Os petistas evitaram o debate de costumes, como aborto e educação sexual, e buscaram atrair os católicos ao associar a valores cristãos políticas de distribuição de renda e programas sociais, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Pé-de-Meia. O documento também cita o fortalecimento do SUS e o fim da escala 6×1 e da tarifa zero.

“Para defender e ampliar essas conquistas, apoiamos nas eleições de 2026 um projeto comprometido com a igualdade, a dignidade e o cuidado com a Casa Comum: trabalho com direitos, reforma agrária, agricultura familiar, segurança alimentar, proteção ambiental, igualdade racial, cuidado com as mulheres, proteção das juventudes e defesa dos povos que cuidam da terra, das águas, das florestas e da vida”, diz a manifestação.

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Em outro trecho da carta, os católicos do PT reafirmam compromisso com a democracia e afirmam que “defender a dimensão democrática é proteger a vida pública contra o autoritarismo e toda forma de exclusão” . Também declaram apoio a “candidaturas populares comprometidas com a soberania nacional”.

A carta é resultado de um encontro organizado pelo partido em Brasília para debater estratégias de renovação do diálogo com o segmento católico, que está na gênese do partido, na década de 1980. O presidente do PT, Edinho Silva, e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, participaram no evento.

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Janja foi convidada para falar sobre o protagonismo das mulheres e das juventudes na igreja. A primeira-dama tem se esforçado para se aproximar do segmento cristão, sobretudo dos evangélicos, que em sua maioria têm expressado preferência pelo bolsonarismo.

É a primeira vez que o PT organiza um encontro nacional com foco no eleitorado católico. O setorial inter-religioso da sigla busca uma reaproximação com as igrejas católicas. Quando o PT foi fundado, as comunidades eclesiais de base foram fundamentais para dar capilaridade do partido. 

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Também foram debatidos a disputa de sentidos no campo religioso, o projeto popular do PT para 2026 e como tirar do papel a rede nacional de católicos progressistas.

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