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‘Eles articularam’: Marina Silva responsabiliza família Bolsonaro pelo tarifaço

Candidata ao Senado por São Paulo afirma que taxação de produtos brasileiros prejudica indústria, agricultura e biocombustíveis

Por Redação 14 ago 2026, 21h28
‘Eles articularam’: Marina Silva responsabiliza família Bolsonaro pelo tarifaço Priorizar nos meus resultados Google

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos prejudica setores estratégicos da economia de São Paulo e disse que o Brasil não pode aceitar perdas econômicas motivadas por interesses políticos. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, a candidata da Rede Sustentabilidade ao Senado por São Paulo afirmou que a taxação de 25% atinge injustamente segmentos como a indústria de calçados, o setor de autopeças, o café em grão e os biocombustíveis. (Este texto resume o vídeo acima)

Por que Marina considera o tarifaço prejudicial a São Paulo?

Segundo Marina, a política ambiental desenvolvida durante sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente ajudou a abrir 500 novos mercados para a agricultura brasileira, ao oferecer garantias de que os produtos são produzidos com cuidados ambientais e sociais. Para ela, esse processo também foi importante para a conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A ex-ministra relacionou a questão ambiental ao desenvolvimento econômico e afirmou que São Paulo precisa recuperar competitividade. “Não é normal que o Brasil esteja crescendo uma média de 2% e São Paulo menos de meio por cento”, disse. Segundo Marina, a perda de indústrias e a redução das vendas no comércio estão relacionadas à falta de empregos.

Foi nesse contexto que ela citou o impacto do tarifaço americano. “É justo perdermos 4 bilhões de dólares para os interesses de São Paulo?”, questionou. Para a candidata, a taxação prejudica atividades relevantes para a economia paulista e brasileira.

Marina atribui o tarifaço à atuação da família Bolsonaro?

Questionada por Marcela Rahal se o tarifaço também seria consequência da atuação da família Bolsonaro, Marina respondeu afirmativamente. “Com certeza, eles articularam e não sabem separar os interesses estratégicos do país”, afirmou.

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A candidata também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao mencionar sua decisão, segundo o relato feito na entrevista, de não assinar a adesão ao programa Propag para evitar uma fotografia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marina afirmou que o atraso teria representado uma perda próxima de 11 bilhões de reais.

“Na democracia, a gente respeita quem foi eleito e não prejudica a indústria e os agricultores por interesse político”, declarou. A ex-ministra disse que pretende atuar no Senado, ao lado de Simone Tebet, para que São Paulo volte a crescer.

Qual deve ser o papel de Marina no governo Lula?

Perguntada se voltaria ao Ministério do Meio Ambiente caso seja eleita senadora e Lula conquiste um novo mandato, Marina afirmou que seu trabalho à frente da pasta já foi realizado. “O serviço já foi feito”, disse.

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Ela afirmou que, em 2023, não poderia ter recusado o convite para comandar o ministério porque, em sua avaliação, a política ambiental estava “em frangalhos”. Marina citou como resultados de sua gestão a redução do desmatamento e a ampliação dos recursos destinados à transição energética.

Segundo a ex-ministra, o Fundo Clima foi deixado com 27 bilhões de reais para investimentos em transição energética. Ela também citou o Eco Invest, com mais de 100 bilhões de reais, e afirmou que, somados outros fundos e plataformas mencionados na entrevista, os recursos disponíveis para investimentos superam 350 bilhões de reais.

Como Marina relaciona meio ambiente e desenvolvimento econômico?

A candidata defendeu um ciclo de crescimento baseado em uma indústria e uma agricultura de baixo carbono. Para ela, a agenda ambiental deve estar integrada à estratégia econômica do país, com atração de investimentos para setores como hidrogênio verde, carros elétricos e células fotovoltaicas.

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Marina também destacou o potencial de São Paulo como centro tecnológico e polo de uma agricultura de alta tecnologia e afirmou que o estado pode atrair grandes investimentos verdes, especialmente nas áreas de energia e pesquisa.

Quais riscos climáticos preocupam a candidata?

Marina afirmou que o Brasil está vulnerável a eventos climáticos extremos e citou episódios ocorridos no Rio Grande do Sul, em Ribeirão Preto e em São Sebastião. Em São Paulo, segundo ela, cerca de 177 municípios são altamente vulneráveis a ondas de calor, secas, enchentes e tempestades de areia.

A ex-ministra afirmou que seu objetivo é contribuir para um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico e redução de emissões. “Queremos um ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás”, declarou.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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