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Eleição vai definir ‘praticamente uma década do Brasil’, diz Marília Arraes

Em entrevista ao VEJA em Foco, pré-candidata ao Senado afirma que disputa pela Casa vai definir os rumos do país e será decisiva para o governo Lula

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 22h00 | Atualizado em 3 jul 2026, 22h28
Eleição vai definir ‘praticamente uma década do Brasil’, diz Marília Arraes Priorizar nos meus resultados Google

A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado por Pernambuco pelo PDT, Marília Arraes, afirmou que a eleição de 2026 para a Casa será determinante para a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para os rumos do país na próxima década. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, ela disse que sua candidatura integra uma aliança construída em torno de um projeto político, ao lado do senador Humberto Costa (PT), e defendeu que o debate eleitoral passe a dar mais atenção à importância do Senado (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo Marília, a renovação de dois terços das cadeiras da Casa torna o pleito especialmente relevante. “Serão 54 dos 81 senadores colocando seus mandatos à prova. Esses parlamentares ficarão no Senado pelos próximos oito anos. É praticamente uma década do Brasil que será definida nesta eleição”, afirmou. Para ela, a composição da Casa será fundamental para garantir condições de governabilidade ao Executivo.

A pré-candidata também ressaltou que sua aliança política “não é circunstancial”, mas baseada em um projeto de país. “Nosso objetivo principal é garantir a continuidade do projeto representado pelo presidente Lula e conscientizar as pessoas sobre a importância da eleição para o Senado”, declarou.

Como ficará a composição da chapa governista em Pernambuco?

Ao comentar o cenário eleitoral em Pernambuco, Marília afirmou que sua pré-candidatura ao Senado já está definida ao lado de Humberto Costa. Segundo ela, ambos representam uma chapa comprometida com a continuidade do governo Lula e com o fortalecimento de Pernambuco dentro desse projeto político.

Ela evitou tratar a disputa apenas sob o aspecto eleitoral e afirmou que pretende concentrar o debate em propostas para o Estado e para o país. “Temos uma aliança consolidada, mas, principalmente, temos objetivos claros. É uma aliança em prol do Brasil e do nosso Estado de Pernambuco”, disse.

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Quais são as prioridades para Pernambuco?

Durante a entrevista, Marília defendeu investimentos estruturantes para o Nordeste e destacou a conclusão da Ferrovia Transnordestina como uma das principais prioridades. Segundo ela, o empreendimento pode transformar a logística regional, estimular o desenvolvimento econômico e reduzir desigualdades históricas entre as regiões brasileiras.

A pré-candidata também defendeu políticas voltadas à interiorização do desenvolvimento e da educação superior. Para ela, fortalecer o Nordeste beneficia todo o país. “Quando uma região cresce em igualdade de condições com as outras, o Brasil inteiro cresce com mais justiça”, afirmou.

Marília acrescentou que o desenvolvimento econômico precisa estar associado a um projeto político. “Todo desenvolvimento obedece a uma diretriz ideológica e política. É preciso deixar claro de que lado estamos e quais propostas defendemos.”

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Como ela avalia o cenário nacional e o desempenho de Lula no Nordeste?

Questionada sobre pesquisas que apontam oscilações no apoio ao presidente Lula na região, Marília afirmou que, em Pernambuco, não identifica perda de força do governo federal. “Aqui em Pernambuco a gente não tem visto esse abalo. Pernambuco reconhece bastante o que o presidente Lula fez”, declarou.

Na avaliação da pré-candidata, parte do debate político atual é resultado de uma disputa de narrativas. Ela afirmou que a extrema direita “está se desmontando por si própria”, citando escândalos de corrupção e disputas internas entre seus integrantes. Também criticou o que classificou como ataques à soberania nacional e mencionou um livro de seu avô, Miguel Arraes, para sustentar a crítica ao que chamou de “entreguismo”.

Marília afirmou ainda que o governo federal tem conseguido apresentar resultados concretos, citando iniciativas como a retomada do Minha Casa, Minha Vida, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e outras políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais.

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Quais críticas ela faz à extrema direita?

Ao longo da entrevista, Marília afirmou que a inelegibilidade de Jair Bolsonaro não significa o fim do bolsonarismo e defendeu o enfrentamento político do movimento. Segundo ela, o país precisa priorizar temas ligados ao desenvolvimento, à soberania nacional e à redução das desigualdades, em vez de debates que, em sua avaliação, desviam a atenção dos problemas reais da população.

A pré-candidata também criticou declarações recentes do influenciador Paulo Figueiredo sobre o voto feminino. “Quem se incomoda com o voto da mulher é porque se incomoda com a mulher livre”, afirmou. Em seguida, disse que esse tipo de discurso precisa ser enfrentado desde já. “A gente tem que combater esse ovo da serpente agora para não colher esses maus frutos no futuro.”

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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