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Eduardo Leite: o novo governador na mira de Jair Bolsonaro

Sem citar chefe do Executivo gaúcho, presidente posta vídeo no Twitter em que jornalista diz que cobrança do ICMS sobre combustíveis no estado é 'vigarice'

Por André Siqueira - 7 fev 2020, 13h00

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), se tornou mais um alvo na polêmica entre Jair Bolsonaro e os governadores envolvendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o presidente da República publicou em sua conta oficial no Twitter um vídeo no qual um jornalista de um programa gaúcho de televisão fala sobre a “vigarice” do governo do Rio Grande do Sul no controle do preço do combustível.

Em seu comentário, do início de 2019, o jornalista Gustavo Victorino afirma que “ao contrário do que as pessoas imaginam, os 30% do ICMS não são cobrados sobre o valor da gasolina que sai da refinaria […]. Aí vem a vigarice: o consumidor paga o ICMS sobre o preço que o governo acha que será vendido”, diz Victorino. “A vigarice está no governo do Estado do Rio Grande do Sul”, acrescenta. Em outro trecho do comentário, o jornalista diz que a política de preços adotada é um “estelionato” contra a população do estado.

“Um pouco mais sobre o preço da gasolina. A matemática sobre o ICMS é semelhante em todo o Brasil. João 8:32… e conhecereis a verdade…”, afirma o post de Bolsonaro.

Na quarta-feira, 5, o presidente da República afirmou que estava preparado para o zerar os impostos federais sobre os combustíveis se os governadores também zerassem o imposto estadual. “Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui, agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito”, disse na saída do Palácio da Alvorada. 

Antes de Leite, o preço dos combustíveis também motivou a troca de farpas de Bolsonaro com os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que romperam com o presidente da República após terem sido aliados na campanha eleitoral de 2018. Na avaliação de Bolsonaro, Doria e Witzel o atacam porque querem ser candidatos à Presidência da República em 2022.

Enquanto Doria afirmou que a declaração de Bolsonaro sobre o ICMS era uma “bravata”, o presidente da República parabenizou, ironicamente, o Rio de Janeiro por ter a maior alíquota do imposto. Em seu comentário, Bolsonaro também fez referência à situação da água no estado. “No Rio de Janeiro é o maior ICMS na gasolina do Brasil. Rio de Janeiro, parabéns, está batendo recorde. Deve ser para fazer frente à água. Tem gente que está achando melhor tomar gasolina do que água, que está menos contaminada”, disse.

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O governador Eduardo Leite não se manifestou sobre o post de Bolsonaro.

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