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Doria deve cortar entrega de leite para alunos da rede municipal

Segundo o secretário de Educação, Alexandre Schneider, todos os contratos estão sob revisão. O programa Leve Leite será o primeiro a sofrer cortes

Por Da redação Atualizado em 13 jan 2017, 19h35 - Publicado em 13 jan 2017, 08h32

Com graves dificuldades orçamentárias, o prefeito João Doria (PSDB) pretende rever gastos da Secretaria de Educação que não estejam ligados diretamente ao ensino. O programa Leve Leite, que hoje atende estudantes da creche ao 9º ano da rede municipal, será o primeiro a sofrer cortes, segundo a edição desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, a compra de material escolar e o transporte de alunos também irão passar por um pente-fino e podem ser revistos.

Já reduzido devido à crise econômica, o orçamento se tornou uma peça ainda mais sensível da nova gestão após o congelamento das tarifas de ônibus em 3,80 reais neste ano – o que ampliará em cerca de 1 bilhão de reais os gastos da prefeitura com as empresas de ônibus.

Há menos de 15 dias no cargo que já havia ocupado entre 2006 e 2012, na gestão Gilberto Kassab (PSD), Schneider tem se debruçado sobre as finanças da pasta para alinhar as ações para os próximos quatro anos.

  • Estão na mira gastos que consomem em torno de 1,1 bilhão de reais do orçamento da Secretaria  de Educação – de um total de 10,9 bilhões de reais. O secretário de Doria cita que, por outro lado, a rubrica de apoio pedagógico, diretamente ligada à sala de aula, soma somente 130 milhões de reais .

    “Todos os contratos e projetos estão sob revisão. Mas, se tiver que rever o leite, contratos de serviços terceirizados, se tiver que aprofundar esse revisão, por mais mérito que tenha, vamos fazer. Os recursos que vão para a escola terão prioridade”, afirmou.

    A previsão de gastos em 2017 para material escolar e uniforme é de 140 milhões de reais. Outros 260 milhões de reais estão destinados para o transporte escolar gratuito. O programa de passe livre para estudantes criado pela gestão Fernando Haddad (PT) deve comprometer neste ano, segundo Schneider, 400 milhões de reais do orçamento da pasta.

    O programa Leve Leite foi criado durante a segunda gestão de Paulo Maluf (PP), em 1995, para evitar a evasão escolar. Os alunos da rede municipal de ensino com 90% de frequência às aulas recebem mensalmente dois quilos de leite em pó. Para 2017, o programa tem a previsão de gastos de 340 milhões de reais e, atualmente, atende 900 mil alunos da rede municipal, da creche ao 9º ano do ensino fundamental.

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