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Dodge pede a procuradores da Lava Jato que continuem na função

Futura chefe do Ministério Público Federal, que assume em setembro, fez pedido na primeira reunião de transição com o atual procurador-geral, Rodrigo Janot

Por Da Redação Atualizado em 14 ago 2017, 20h13 - Publicado em 14 ago 2017, 20h12

A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reafirmou nesta segunda-feira o convite para que os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato vinculados à Procuradoria-Geral da República em Brasília permaneçam em seus cargos após a sua posse, marcada para o dia 18 de setembro.

A sugestão dela foi feita durante a primeira reunião do grupo de transição do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme nota divulgada pela assessoria de comunicação do órgão. Esse encontro foi agendado pelo atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segundo a nota, a força-tarefa é formada por nove procuradores que auxiliam as investigações conduzidas pelo gabinete do procurador-geral contra pessoas com prerrogativa de foro. Dodge já havia feito um convite para a equipe permanecer durante a campanha para sucessão de Janot.

Nesta segunda-feira, Dodge foi alvo de questionamentos do procurador regional da República Carlos Fernandes Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato que atua em Curitiba. Segundo ele, Dodge precisa dar explicações a respeito do encontro que teve fora de agenda na semana passada com o presidente Michel Temer (PMDB) horas após a defesa dele ter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Janot de um inquérito que poderia envolvê-lo.

  • No domingo, a assessoria de comunicação da PGR divulgou nota em que detalha que Raquel Dodge havia pedido desde a semana passada o encontro com Temer para tratar da cerimônia de posse dela.

    Janot destacou, após a reunião desta segunda-feira, que as reuniões do grupo de transição são de suma importância para evitar a descontinuidade das investigações em curso no gabinete do procurador-geral, bem como de outros processos judiciais e extrajudiciais de áreas como constitucional, cível, tutela coletiva e cooperação internacional. “As equipes trabalham de forma profissional e visando o interesse público. O Ministério Público sai fortalecido com isso”, disse.

    (Com Reuters)

     

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