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Dodge fará ‘revisões’ em delações para ‘evitar erros’, diz Gilmar

Desafeto do ex-procurador-geral, Rodrigo Janot, ministro do STF se disse 'impressionado' com discurso de posse da nova chefe da PGR

Por Da redação 18 set 2017, 14h58

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou nesta segunda-feira o discurso de posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e disse que ela certamente fará uma reanálise dos procedimentos tomados pelo seu antecessor, Rodrigo Janot, para evitar “erros e equívocos”. Gilmar é desafeto de Janot.

“Ouvi o discurso da procuradora Raquel Dodge e fiquei impressionado. Sua Excelência falou que vai dar continuidade ao trabalho de combate à corrupção, mas colocará outros temas também na agenda – a defesa dos direitos humanos, a questão da saúde, dos presos, a questão indígena. E enfatizou muito que as investigações devem ser feitas dentro dos devidos marcos legais. Acho que ela deu uma boa resposta”, comentou Gilmar Mendes a jornalistas. Em entrevista ao jornal americano The Wall Street Journal, na semana passada, Gilmar havia declarado que “o ‘ethos’ [valores, ideias e crenças] de um país não pode ser a luta contra a corrupção”.

Indagado se Dodge vai rever acordos, o ministro do STF disse que “certamente haverá revisões”. Gilmar Mendes é um dos mais duros críticos à delação premiada de executivos do Grupo J&F, que tem sido questionada pela defesa do presidente Michel Temer, alvo de uma segunda denúncia de Janot – desta vez, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Na semana passada, no dia em que apresentou a nova acusação contra Temer, o ex-procurador-geral da República rescindiu o acordo de colaboração firmado com o empresário Joesley Batista, sócio do J&F, e do diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, que dava a eles imunidade penal. Joesley e Saud foram denunciados pelo crime de obstrução à Justiça.

“Certamente a procuradora-geral vai fazer uma reanálise de todos os procedimentos que estão ainda à sua disposição, de maneira natural, para certamente evitar erros e equívocos que estavam se acumulando”, afirmou Gilmar. “Tenho a impressão de que, ao fim e ao cabo, nós temos muitos tumultos, desacertos. Esses episódios últimos envolvendo, por exemplo, a delação da JBS, creio que mostram bem isso. Umas certas trapalhadas, perplexidades, que resultaram em ineficiência do trabalho da própria Procuradoria-Geral da República”, criticou.

Gilmar Mendes não participou do julgamento em que, por 9 a 0, o STF rejeitou afastar Rodrigo Janot das investigações contra o presidente a partir das delações da JBS. Na próxima quarta-feira, o Supremo julgará se atende ao pedido da defesa de Michel Temer para suspender a nova denúncia até que sejam esclarecidas as suspeitas de irregularidades envolvendo a delação de Joesley Batista e Ricardo Saud.

(com Estadão Conteúdo)

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