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Do best-seller ao Planalto: Augusto Cury quer furar a polarização com “governo de notáveis”

Candidato à presidência pelo Avante, psiquiatra defende o fim da reeleição e recruta influenciadoras para furar a bolha dos algoritmos

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 10h01
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Ele já vendeu mais de 45 milhões de livros, sua principal obra, “O Vendedor de Sonhos”, foi traduzida para dezenas de países e ganhou até uma adaptação para os cinemas em 2016. Dez anos após ver seu best-seller ganhar as telonas, o escritor e psiquiatra Augusto Cury, de 67 anos, se lança em uma nova empreitada. Agora, ele quer conquistar os brasileiros de uma forma diferente: em abril, anunciou a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Avante.

Nesta semana, Cury conversou com o Radar sobre os planos para os próximos meses, as adversidades que tem enfrentado para vencer a divisão política no país e quais perfis considera ideais para o comando dos ministérios em caso de uma vitória nas urnas.

Embora acredite que possa convencer o eleitorado até 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, as pesquisas de intenção de voto demonstram um cenário distante dessa realidade. O candidato do Avante tem variado entre 1% e 3% na preferência dos entrevistados. O diagnóstico do doutor para essa performance aquém do esperado está na polarização entre lulistas e bolsonaristas, que ele define como um fenômeno mundial, mas que se torna cada vez mais radical no Brasil.

“Eu nunca encontrei um ambiente tão tóxico como a política, onde as pessoas querem respostas imediatas e o poder pelo poder. Eu espero convencer os eleitores que estão indecisos e que também são críticos dessa polarização doentia”, afirma Cury.

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Colocando-se como uma alternativa à divisão atual, ele propõe um pacto para acalmar o país. Para isso, planeja convocar intelectuais dos setores público e privado para elaborar um plano de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento nacional. Além de nomes de renomado nível técnico, ele pretende contar com o que chama de “políticos sem histórico de corrupção”, citando figuras como os governadores Ratinho Junior (PR-PSD), Eduardo Leite (RS-PSD) e Rafael Fontelles (PT-PI), o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e até um de seus oponentes na disputa pela Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), com quem admite manter contato constante.

“Não seria um governo de Augusto Cury, seria um governo para mudar a história do país, para revolucionar a infraestrutura. Eu ficaria quatro anos e iria embora. Reeleição é fonte de corrupção”, defende.

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Com 15 milhões de seguidores nas redes sociais, o presidenciável já notou que o algoritmo das plataformas não vende os sonhos que tem para o Brasil o tanto que gostaria. Neste momento, sabe que seu maior desafio é conseguir comunicar que é candidato. Por essa razão, está recrutando mulheres influenciadoras para divulgar que está na disputa, como a dama do agro, Juliana Farah, e a do comércio, Ana Claudia Cotait. “Se mais mulheres falarem com mais mulheres, podemos criar uma onda que pode virar um tsunami nos próximos dois meses”, pontua.

O vendedor de sonhos também utiliza as suas palestras pelo país para impulsionar o seu nome. Com pouco tempo até a eleição, Augusto Cury considera que essa será sua única tentativa de subir a rampa do Planalto, por conta dos projetos profissionais que mantém. “Se vencer, fico quatro anos. Se não, saio da política”, explica.

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