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Disputa ao Senado no Rio: Leniel Borel fica com vaga de ex-prefeito preso com fuzil

Vereador carioca desponta como favorito para substituir o ex-prefeito Márcio Canella na chapa do PL

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 13h01 | Atualizado em 14 jul 2026, 14h27
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O vereador carioca Leniel Borel (PP) desponta como favorito para substituir o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), como um dos candidatos ao Senado na chapa da federação União Progressista (União Brasil e PP) no Rio de Janeiro. Falta o anúncio oficial da pré-candidatura, que segundo uma fonte ouvida por VEJA está próximo.

Leniel estava em pré-campanha para deputado federal. Procurado por VEJA, o vereador reconheceu o favoritismo na disputa interna, mas informou que não foi comunicado oficialmente pela direção do partido. “O futuro vai ser decidido com diálogo, serenidade e propósito, sem antecipar qualquer cenário. Essa decisão não depende de mim”, disse à reportagem. 

O ex-prefeito abriu mão da candidatura após ter sido preso em flagrante com um fuzil no carro na sexta fase da Operação Unha e Carne, em que a Polícia Federal investigou um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis. A permanência de Canella na chapa passou a ser considerada insustentável. Ele foi solto com tornozeleira eletrônica, mas havia um temor de que desdobramentos do inquérito poderiam gerar surpresas desagradáveis durante a campanha. Canella deve sair candidato a deputado federal.

Leniel é pai do menino Henry Borel, morto pelo padastro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, em 2021. Detalhes do caso foram revelados no documentário Caso Henry Borel: A Marca da Maldade, produzido pela equipe de reportagem de VEJA e disponível no canal VEJA+. Engenheiro de formação, ele entrou para a política por causa do episódio trágico e abraçou a bandeira da defesa dos direitos da criança e do adolescente.

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A segunda vaga ao Senado na chapa do PL, destinada ao Partido Liberal, ainda não foi definida. O candidato era o ex-governador Cláudio Castro, que desistiu da candidatura após ter ficado inelegível e se ver no centro de duas operações consecutivas da Polícia Federal.

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