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Disputa em Vitória polariza atual prefeito e “outsider”

Eleição na capital do Espírito Santo opõe candidato da política tradicional e apresentador de TV da Record

Por Luisa Bustamante 2 out 2016, 07h56

A disputa eleitoral em Vitória, capital do Espírito Santo, foi marcada por uma polarização de estilos completamente diferentes. De um lado, o atual prefeito, Luciano Rezende (PPS), um político tradicional representando a continuidade do seu mandato; de outro, o apresentador de TV Amaro Neto (SD), um candidato com pouca experiência na vida pública. Os dois estão tecnicamente empatados nas pesquisas no duelo pelo comando de uma cidade que enfrenta grave crise financeira. O orçamento previsto para este ano teve uma queda de 15% nos recursos municipais e de 27% nos repassados por Estado e União.

Com 34% das intenções de voto segundo o Ibope, Amaro, de 40 anos, entrou na disputa com alto índice de conhecimento dos eleitores. Seu programa de TV na Rede Record, o Balanço Geral , tem média de 21 pontos de audiência. No comando do noticiário policialesco, o apresentador rebola, dança, canta, grita e faz piadas para manter a atenção do telespectador. No papel de candidato a prefeito, preferiu encarnar um personagem mais sério, dizendo ser o único com independência para resolver o que os políticos não conseguem. Com menos de dois anos na vida pública — elegeu-se deputado estadual em 2014 –, Amaro não coleciona o melhor dos currículos: dos 35 projetos de lei que apresentou, só teve aprovado o que cria o dia do marlim, peixe eleito símbolo do Espírito Santo.

Principal rival do apresentador, Luciano Rezende está no fim de seu primeiro mandato e conta com o apoio do ex-governador Renato Casagrande (PSB), além da força da máquina pública. O prefeito aparece nas pesquisas com 31% das intenções de voto. Um de seus principais trunfos é ter colocado a cidade no topo da lista de capitais mais transparentes do país, segundo o Instituto Ethos. Com 54 anos, Rezende é médico, foi secretário de Saúde, de Educação e de Esporte e Lazer, além de vereador por quatro mandatos. Este ano, acabou enfrentando o desgaste de estar envolvido na operação Lava-Jato. Seu nome apareceu em uma planilha que indicava pagamentos irregulares para a campanha de 2012. Casagrande, seu principal cabo eleitoral, também aparece na lista.

A preferência do eleitor pelos dois candidatos aponta o desgaste que partidos de expressão nacional enfrentam na cidade. Candidato do governador Paulo Hartung (PMDB), o peemedebista Lelo Coimbra tem apresentado dificuldades para competir com os dois primeiros colocados. Com 14% na pesquisa, Coimbra é um exemplo de que nem mesmo o governador foi capaz de lhe cacifar na disputa. Pior desempenho que Coimbra tem candidato do PT, Perly Cipriano, que durante os 45 dias de campanha passou longe de chegar a dois dígitos nas pesquisas. O petista tem 4% das intenções de voto, influenciado pela forte rejeição do eleitor à prefeitura petista entre 2004 e 2012. Também não ajudam o PT em Vitória o mau humor provocado pela crise econômica e as denúncias de corrupção na Petrobras.

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