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‘Dispararei meu míssil nuclear’, diz deputado do PSL ameaçado de expulsão

Bibo Nunes disse a VEJA que foi excluído de um grupo de WhatsApp com integrantes da sigla e que 'é uma honra' ser expulso do partido

Por André Siqueira - 14 out 2019, 16h51

O deputado federal Bibo Nunes (RS) está com os dias contados no PSL. O partido deve expulsar, nos próximos dias, parlamentares considerados infiéis, e que se voltaram contra Luciano Bivar (PE), deputado federal e presidente nacional da sigla. Nunes, no entanto, diz ser “uma honra ser expulso de um partido que tem uma caixa preta a ser aberta, e que não tem transparência”.

Ferrenho opositor de Bivar, Bibo Nunes afirma que a gestão do presidente do PSL é “coronelista”. Ele diz, ainda, que “já perdeu tudo” no partido. “Me tiraram das comissões, da vice-liderança do PSL, me expulsaram até de grupo de WhatsApp. Minha filha era presidente estadual [do PSL] da Juventude no Rio Grande do Sul, tiraram também. Todas as retaliações eu já sofri. Então, essa expulsão para mim é uma honra, uma placa de ouro”, disse a VEJA o deputado.

A falta de transparência na prestação de contas e a tomada de decisões tidas como autoritárias são dois dos fatores que explicam a insatisfação de Bibo Nunes com o partido. “Há dois meses, o partido fez um novo estatuto sem consultar ninguém. Tenho várias coisas contra e, sendo expulso, dispararei meu míssil nuclear. Agora, o jogo vai ser muito pesado. O PSL de Bivar é simplesmente contra tudo o que prega Bolsonaro e nossa turma de deputados”, disse.

Bibo Nunes disse, ainda, que não foi convidado por nenhum partido, e que ficará “independente” à espera do presidente Jair Bolsonaro. “Sendo expulso, ficarei independente, esperando a decisão do presidente Bolsonaro e dos meus colegas. Irei para o partido junto com todos”.

Como VEJA revelou, Bolsonaro decidiu deixar o PSL, e aliados próximos já foram avisados de sua decisão. O que segura o presidente no partido é a busca por uma solução jurídica para que os parlamentares que pretendem acompanhá-lo não percam seus mandatos por infidelidade partidária. Ao seu estilo, o presidente tem afirmado que não quer “abandonar seus soldados”.

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