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Discursos na madrugada da Câmara têm ‘cabelo de freira’ e ‘House of Cards’

Deputados deixam pérolas para os registros da apreciação do impeachment da presidente Dilma Rousseff

Por Da Redação - 16 abr 2016, 08h16

Alguns deputados têm aproveitado seus discursos na sessão de apreciação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara para incluir nos registros deste momento histórico algumas pérolas.

Um dos principais aliados da tropa de choque de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Casa, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) lançou a primeira frase de efeito da madrugada deste sábado. Ao falar da suposta virada na votação do impedimento da presidente, alardeada ontem por deputados governistas, Marun comparou a tal reação ao cabelo de uma freira. “Isso é que nem cabelo de freira, muita gente acha que existe, mas ninguém vê”, provocou.

Outra excelência a quebrar o clima por vezes monótono da sessão foi Sérgio Moraes (PTB-RS). Ao atribuir ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez o comando de uma “quadrilha que tenta tomar a América do Sul”, Moraes emendou: “Graças a Deus (Chávez) morreu antes de continuar o golpe previsto”.

Famoso pelas articulações de bastidores, Eduardo Cunha já está acostumado a ser comparado ao personagem Frank Underwood, da série House of Cards. Ao criticar a dobradinha Cunha-Michel Temer, no entanto, Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) foi além e comparou a dupla de peemedebistas ao casal Claire Underwood e Frank. Na série americana, os dois articulam juntos para chegar à Casa Branca. “E eu não sei quem é a Claire e quem é o Frank”, se divertiu o comunista.

A performance mais elaborada da madrugada, contudo, foi executada por Wladimir Costa (SD-PA). Envolvido em uma bandeira do Pará, entre um gole e outro de açaí, Costa atacou Lula, Dilma e “outros meliantes perigosos”, comparando-os a traficantes famosos, e usou um canhão de papel picado colorido como grand finale. Não foram poucos os integrantes da mesa diretora que, distraídos, se assustaram com o estampido do artefato.

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