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Direção do PT corta recursos da campanha de Haddad ao governo de SP

Decisão gerou demissões e redução de recursos para impulsionar conteúdos nas redes sociais

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 set 2026, 11h38
Direção do PT corta recursos da campanha de Haddad ao governo de SP Priorize VEJA no Google

A direção nacional do PT mandou promover cortes nos repasses de dinheiro para a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo – o maior colegiado do País e Estado que costuma ser decisivo nas eleições presidenciais. Com a medida, os coordenadores da campanha do ex-ministro da Fazenda foram obrigados a demitir integrantes da equipe de marketing e a deixar de impulsionar conteúdos nas redes sociais do candidato petista.

A atitude do partido foi interpretada como “um movimento de desmobilização”. Os cortes foram confirmados por Otávio Antunes, marqueteiro da campanha do PT no Estado.

De acordo com as informações disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT já transferiu 15 milhões de reais provenientes do fundo eleitoral para a campanha de Haddad em São Paulo. O valor corresponde a praticamente toda a receita do candidato.

Ainda segundo o TSE, os gastos da campanha de Haddad somam cerca de 12,2 milhões de reais. Quase 53% (6,5 milhões de reais) desse montante, aliás, foi transferido para contratar a Urissane Comunicação, agência que pertence a Antunes e que historicamente presta serviços ao PT.

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VEJA procurou a direção nacional do partido em busca de explicações sobre a decisão de realizar cortes na campanha em um Estado tão importante, inclusive para a reeleição de Lula no plano nacional, mas não obteve retorno da legenda até a publicação desta reportagem.

Os cortes foram anunciados durante um período delicado da disputa eleitoral. Pesquisas recentes de intenção de voto indicam que o pleito no Estado pode ser definido já no primeiro turno.

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O último levantamento divulgado pelo instituto Datafolha aponta Tarcísio com 49% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece apenas com 29% em cenários simulados de primeiro turno. Na pesquisa anterior, Tarcísio tinha 45%, ante 27% do petista. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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