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Dirceu poderá retomar trabalho de consultoria

Mensaleiro pediu demissão do cargo em que recebia R$ 2.100. Em 90 dias deverá informar à Justiça nova atividade profissional

Após faltar ao trabalho logo depois de receber o direito de cumprir o restante da pena em regime de prisão domiciliar, o ex-ministro da Casa Civil e condenado no escândalo do mensalão, José Dirceu, pediu demissão do emprego no escritório do advogado José Gerardo Grossi, em Brasília. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo nesta sexta-feira.

Segundo o jornal, o contrato de trabalho de Dirceu com o escritório de advocacia teria validade apenas enquanto o mensaleiro cumprisse pena em regime semiaberto, ficando a cargo dele a decisão de continuar trabalhando no local depois que recebesse o benefício de progressão de regime, passando para a prisão domiciliar.

De acordo com a lei, Dirceu tem até 90 dias para indicar qual atividade profissional vai desempenhar. O ex-ministro, que se demitiu do cargo em junho de 2005 depois que o esquema de compra de apoio político no Congresso veio à tona, montou uma consultoria e pode tentar voltar para o negócio.

A Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas, no entanto, não costuma autorizar trabalho de condenados em empresas que eles são os donos. Condenado a sete anos e 11 meses de prisão, Dirceu recebia 2.100 reais mensais para organizar a biblioteca do escritório de Grossi.