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Dilma trata como ‘banal’ erro do IBGE com dados da Pnad

Presidente diz que não 'parece' ter havido conspiração na falha em cálculo da desigualdade, mas prefere esperar investigação

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste domingo que foi “banal” o erro do IBGE nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Depois de divulgar que a desigualdade havia tido um ligeiro aumento em 2013, o órgão recuou na sexta-feira e refez os cálculos para concluir que o índice havia melhorado.

“O erro é um erro banal, de fácil detecção. Não tem uma conspiração de alguém que queria… Pelo menos é o que parece”, disse ela, em entrevista concedida no Palácio da Alvorada. Dilma garantiu ainda que, com as duas comissões criadas para analisar a falha, o governo vai descobrir a causa do problema. “Eu acredito, em princípio, assim como vários diretores do IBGE, que houve um erro, e passou pela checagem. Agora, ninguém garante isso. Como ninguém garante, tem que investigar”.

Segundo a presidente, o governo foi informado sobre os números da Pnad ao mesmo tempo que a imprensa.

Dilma também defendeu o uso do Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência da República, para dar entrevistas de campanha eleitoral. A petista disse que Lula e Fernando Henrique Cardoso também usaram o espaço. Ela comentou a posição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, que vê uma vantagem indevida na prática.”Eu respeito muito a posição do presidente do tribunal. Eu só quero lembrar que todos os meus antecessores usaram o palácio. Até, porque, caso contrário, eu serei uma sem teto. Eu não terei onde dar uma entrevista.”

Dilma também afirmou que houve uma “confusão danada” com a interpretação da frase em que comentou o papel da imprensa, na última sexta-feira. Na ocasião, a presidente disse que não é papel da imprensa investigar. Neste domingo, ela afirmou que se referia às investigações oficiais, que só podem ser conduzidas pela polícia e pelo Ministério Público. “Ela (a investigação oficial) tem de fazer a prova. Se ela não fizer a prova, você não consegue condenar ninguém”, afirmou.