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Dilma: reduzir inflação implica cortar gastos sociais

Crítica da presidente-candidata é direcionada ao tucano Aécio Neves; no Rio Grande do Sul, a petista também fez menção indireta a Marina Silva

Por Gabriel Castro, de Novo Hamburgo 22 ago 2014, 17h06

A presidente-candidata Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira ser impossível reduzir a inflação no país sem cortar gastos sociais, em uma crítica ao adversário Aécio Neves (PSDB). “Alguém que falar para vocês que vai reduzir a meta da inflação no dia seguinte tem de cortar programa social. A equação simplesmente não fecha”, afirmou a petista, em uma estação de trens metropolitanos de Novo Hamburgo, a 40 quilômetros de Porto Alegre – logo após gravar imagens para sua campanha eleitoral.

A petista também disse que não pretende alterar o fator previdenciário. “Qualquer mudança na Previdência tem de levar em conta a forma pela qual há o envelhecimento da população brasileira. Sem isso, falar ‘vou acabar com o fator’ ou ‘não vou acabar com o fator’ é uma temeridade”, declarou. O pleito é uma bandeira de sindicalistas, mas não foi encampado por nenhum candidato à Presidência até agora.

A presidente minimizou ainda os números do desemprego divulgados nesta quinta-feira, que mostraram números negativos em três das quatro regiões analisadas pelo IBGE. Dilma afirmou que variações são naturais e insinuou que os dados estão sendo usados como arma eleitoral contra o governo. “É óbvio que tem uso eleitoral dos processos de flutuação”, disse ela.

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Dilma também listou obras realizadas pelo seu governo e, novamente, fez uma crítica indireta a Aécio Neves e Marina Silva, do PSB. A presidente afirmou que só “quem fez” sabe o que falta fazer. “Quem nunca fez, ou porque não teve oportunidade ou porque quando teve não fez, fica difícil fazer o confronto.”

Para gravar imagens que serão exibidas no programa eleitoral, Dilma andou um trecho de duas estações antes de conceder a entrevista coletiva na estação Fenac, inaugurada há quatro meses. Na saída, ela foi aclamada por um pequeno grupo de militantes, trazidos de ônibus pelo diretório do PT local. À noite, a presidente participa de um comício ao lado de Tarso Genro, governador petista que tenta a reeleição.

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