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Dilma quer constranger seus ex-ministros em sessão do impeachment

Renan Calheiros (PMDB-AL) se reúne nesta manhã com a presidente afastada para explicar os detalhes do julgamento do impeachment no Senado

Ao fazer sua defesa pessoalmente no processo de impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff vai citar ex-ministros que hoje são seus julgadores no Senado para mostrar que todos eles a acompanharam em seu governo. A ideia é constranger ao menos seis senadores, que integravam o primeiro escalão e posteriormente viraram seus algozes.

A lista dos que foram ministros de Dilma e votaram para transformá-la em ré no processo é composta por Eduardo Braga (PMDB-AM),– que também ocupou o cargo de líder do governo no Senado–, Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Dilma irá ao plenário do Senado no próximo dia 29 e já começou a se preparar para a sabatina. No Palácio da Alvorada, ela participará de um treinamento político para os questionamentos duros. A “aula” jurídica será dada por José Eduardo Cardozo, o ex-ministro da Justiça e agora advogado responsável por sua defesa.

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Em reunião no Alvorada, nesta quinta-feira, os senadores Humberto Costa (PE), Paulo Rocha (PA) e José Pimentel (CE), todos do PT, explicaram a Dilma o formato da sessão de impeachment, a ser comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), realiza nesta sexta-feira um encontro com a presidente afastada para discutir os detalhes da participação dela no julgamento. A reunião estava marcada para ontem, mas Renan decidiu adia-la e embarcou para o Rio com o presidente em exercício Michel Temer. Foi a primeira vez que os dois viajaram juntos desde 12 maio, quando Dilma foi afastada do cargo.

(Com Estadão Conteúdo) 

Comentários

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  1. Jurandir marques

    Dilma, não tem condições éticas e morais de criticar ninguém, tendo em vista sua incompetência para liderar e governar o Brasil. Como bem diz o PeTralha Mor: Nunca antes na história desse País, “tivemos um governo sem moral, sem pulso, sem autoridade, dignidade, em fins, sem nada que se possa ficar como exemplo.”

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