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Dilma prestará depoimento em ação penal contra Gleisi

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli também foi arrolado como testemunha de defesa no processo movido contra a senadora petista

Por Da Redação 25 jul 2017, 12h49

A ex-presidente Dilma Rousseff (PR) e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli prestarão depoimento nos próximos dias no âmbito de uma ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

O depoimento de Dilma está marcado para as 13h desta sexta-feira, na sede da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Já Gabrielli prestará depoimento na próxima segunda-feira, na sede da Seção Judiciária do Estado da Bahia, às 17h. Ambos falarão na condição de testemunhas de defesa. Na última segunda-feira, a ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster prestou depoimento ao STF, também como testemunha de defesa.

Em setembro do ano passado, a Segunda Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia contra Gleisi e Paulo Bernardo, que se tornaram réus na Operação Lava Jato. Ambos são investigados por suposto recebimento de R$ 1 milhão para custear a campanha eleitoral da petista ao Senado em 2010.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o dinheiro era oriundo do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro estabelecido na diretoria de Abastecimento da Petrobras, na época chefiada por Paulo Roberto Costa. O repasse de quantias ilícitas, de acordo com a PGR, tinha como finalidade a manutenção de Costa no cargo. O pagamento do dinheiro teria sido operacionalizado pelo doleiro Alberto Youssef.

As defesas de Gleisi e Paulo Bernardo alegam que a PGR apresentou a denúncia baseada exclusivamente nas delações premiadas de Costa e Youssef.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou depoimento, no último dia 7, na mesma ação e disse que o Ministério Público Federal considera “criminoso” o fato de partidos políticos indicarem nomes para ocupar cargos na administração pública federal.

Segundo Lula, as nomeações fazem parte de uma “política de coalizão” para garantir a governabilidade. Em tom irônico, o petista afirmou que, em outra encarnação, “vamos indicar só gente do Ministério Público” para cargos do Executivo.

De acordo com Lula, Gleisi não teve nenhuma influência na indicação de Costa à Petrobras. “Ela não tinha cargo público, e o Ministério do Planejamento [na época chefiado por Paulo Bernardo] não tinha nada a ver com as indicações da Petrobras”, disse o ex-presidente.

(Com Estadão Conteúdo)

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