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Dilma grava nesta quarta mensagem de apoio a Haddad

Presidente, no entanto, ainda está indecisa sobre a possibilidade de participar de eventos de campanha ao lado do candidato petista

Depois de conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os próximos passos da ofensiva eleitoral contra o PSDB, a presidente Dilma Rousseff desembarca nesta quarta-feira em São Paulo para gravar mensagem de apoio ao candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. Dilma vai aparecer nos próximos dias na propaganda de TV do petista como fiadora do ex-ministro da Educação. O plano da presidente é apresentar o candidato como “gestor competente” que serviu ao seu governo e ao de Lula.

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A presidente também deverá se encontrar nesta quarta com Lula, a fim de traçar a estratégia para outras capitais onde o PT enfrenta dificuldades, como Belo Horizonte, em Minas, e Recife, em Pernambuco.

Dilma falou com Lula várias vezes, por telefone, nos últimos dois dias. Leu para o padrinho político, na segunda-feira, a nota de dezenove linhas escrita por ela, em resposta ao artigo de FHC. No texto, o ex-presidente tucano diz que Dilma recebeu uma “herança pesada”, fala em “crise moral” e em “busca de hegemonia a peso de ouro alheio” e associa o escândalo do mensalão a Lula e ao PT.

Segundo integrantes do Planalto, Dilma ficou irritada com o que escreveu FHC sobre a divisão entre ela e Lula e decidiu reagir, rompendo o clima de lua de mel com o tucano. Na nota de segunda-feira, ela assinalou que não reconhecer os avanços obtidos pelo país nos últimos dez anos “é uma tentativa menor de reescrever a história”.

Palanque – Apesar de decidir gravar para Haddad, a presidente ainda avalia a conveniência de participar de pelo menos um dos últimos comícios do petista em São Paulo. Por enquanto, essa tarefa caberá a Lula. Dilma está mais propensa a subir no palanque do candidato do PT em Belo Horizonte, Patrus Ananias, que enfrenta o prefeito Marcio Lacerda (PSB), apoiado por Aécio.

O PT está preocupado com Celso Russomanno (PRB), que lidera as pesquisas e vem “roubando” votos de Haddad e de Serra. Russomanno conquistou eleitores do PT na periferia, onde a senadora Marta Suplicy deverá atuar mais. Até agora, Dilma dizia que não era o caso de gravar mensagem para Haddad, sob o argumento de que não podia melindrar o aliado PMDB, de Gabriel Chalita. Nos bastidores, porém, petistas dizem que Chalita não decolou e não tem chance de ir para o segundo turno. Russomanno também é de um partido da base do governo, mas Dilma está certa de que não terá problemas com a legenda por causa da defesa que fará de Haddad.

(Com Agência Estado)