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Dilma empossa quatro ministros e promete mais mudanças em fevereiro

Pelo menos outros sete ministros, entre eles Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades), pretendem concorrer nas eleições de outubro

Por Laryssa Borges e Marcela Mattos, de Brasília 3 fev 2014, 12h05

A presidente Dilma Rousseff empossou nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, os novos ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Saúde, Arthur Chioro, da Educação, Henrique Paim, e da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. As trocas de alguns dos principais cargos do primeiro escalão do governo federal foram motivadas porque os agora ex-ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, vão concorrer a cargos de governador e, por lei, precisam deixar os postos no Executivo. Outras mudanças ministeriais são esperadas para este mês, já que alguns titulares pretendem disputar as eleições de outubro. Pelo menos outros sete ministros, entre eles Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades), estariam dispostos a concorrer.

“As mudanças nos ministérios são, numa democracia, inevitáveis. Alguns de nossos ministros decidiram buscar nas urnas a oportunidade de assumir novas tarefas executivas. É o que farão meus amigos Gleisi Hoffamnn e Alexandre Padilha, aos quais desejo muito sucesso na sua caminhada”, disse a presidente. “Ao longo deste mês outros ministros serão substituídos, notadamente por suas participações no calendário democrático, que são as eleições. Outros assumirão suas funções”, concluiu.

Com a dança de cadeiras na Esplanada dos Ministérios, deixa o governo, além de Padilha e Gleisi, a jornalista Helena Chagas, que participou da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 e ocupava a Secretaria de Comunicação desde o início do governo. Apesar de, em boa parte, forçadas pelas disputas eleitorais, as mudanças ministeriais redesenham o conjunto de atribuições dos principais auxiliares do Executivo.

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Aloizio Mercadante, que já ocupou os ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação antes de ser alçado à Casa Civil, sai fortalecido com as trocas e cacifado para negociar diretamente os principais pontos de interesse do governo no Congresso Nacional, ainda que as funções oficiais de articulação política permaneçam sob a responsabilidade da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Mercadante, que aos poucos conquistou a confiança da presidente, chega agora ao posto mais próximo da chefe do Executivo, atuando como braço direito da petista à frente do Palácio do Planalto.

Mesmo com as mudanças no primeiro escalão do governo, a presidente afirmou, ao dar posse aos novos subordinados, que as linhas centrais de seu governo serão mantidas, entre elas os fundamentos de crescimento da economia, o processo de inclusão social e a busca pelo aumento da renda per capita.

“Temos metas importantes a atingir e compromissos que devem ser alcançados este ano. Somos um governo que tem responsabilidade e cumpriremos com empenho e trabalho todas as tarefas até 31 de dezembro de 2014. Nesse período estamos decididos a melhorar sempre e cada vez mais a qualidade dos serviços oferecidos à população. Todas as conquistas em um país como o nosso, com tantas carências, são só o começo”, afirmou.

“As substituições que fazemos hoje em alguns ministérios fazem parte do calendário da democracia e não alteram essa linha de atuação. Estamos trabalhando com esforço e empenho para a execução de todos nossos programas e para o cumprimento de todas as metas que nos propomos”, disse Dilma. Ela agradeceu a pré-candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann, por ter atuado em programas como de concessão de infraestrutura, de combate ao crack e de acompanhamento das políticas de outros ministérios. A Alexandre Padilha, que pretende disputar o governo de São Paulo contra o tucano Geraldo Alckmin, a presidente disse que o “grande destaque” da pasta é o programa Mais Médicos, que importa profissionais estrangeiros ou brasileiros formados no exterior para atuar em regiões carentes. Dilma também despejou elogios a Henrique Paim, a quem chamou de “querido” e afirmou ter todas as condições para assumir a pasta, e a Arthur Chioro, exaltando a participação dele na implantação do SAMU.

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