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Dilma e Temer devem fazer hoje primeira reunião de 2016

Presidente e vice não sentam à mesma mesa desde o início de dezembro, quando o Temer enviou carta com reclamações a Dilma

Por Da Redação 20 jan 2016, 09h13

Em um gesto para tentar selar a aproximação com Michel Temer, Dilma Rousseff recebe na manhã desta quarta-feira o vice-presidente para uma conversa no Palácio do Planalto. Os dois não dividem a mesma mesa desde o início de dezembro, quando Temer enviou à presidente uma carta em que afirma, entre outros pontos, que Dilma não tem confiança nele.

A reconstrução das pontes entre a presidente e o vice começou a ser pavimentada no final do ano passado, após o Supremo Tribunal Federal (STF) impor regras para o rito do impeachment e assegurar ao Senado papel decisivo no processo. Diante do desfecho incerto, Temer alterou o tom e passou a pregar “unidade” e “harmonia” na relação. Além disso, o peemedebista se viu pressionado a mudar de postura com a possibilidade de enfrentar uma disputa interna no PMDB, que preside desde 2001, na próxima convenção nacional da sigla, prevista para março. Temer passou a ter a reeleição ameaçada pelo grupo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), próximo ao Planalto.

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Para Dilma, a aproximação com o vice também tem um componente de sobrevivência uma vez que o PMDB detém as maiores bancadas na Câmara e no Senado e é considerado como um fiel na balança na discussão do processo de impeachment. A expectativa também é de que, ao ter o partido próximo ao Planalto, seja emitido um sinal de governabilidade para o restante das legendas que compõem a base aliada.

A reaproximação de Dilma e Temer tem influenciado na briga pela liderança da legenda na Câmara. Ligado ao Planalto e contra o impeachment, o atual líder, Leonardo Picciani (RJ) tentará ser reconduzido ao cargo no próximo dia 17. A ala pró-impeachment, busca ainda busca um nome viável para o embate.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto do governo, articula um nome, mas há dificuldades. Leonardo Quintão, da bancada mineira do PMDB, o primeiro a ser escolhido, emitiu sinais ao Planalto de que não colocará o impeachment como fator determinante na escolha.

(Com Estadão Conteúdo)

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