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Dilma diz que Obama explicará espionagem em 5 dias

Segundo presidente da República, o presidente dos EUA, Barack Obama, assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação do monitoramento das comunicações brasileiras

Por Felipe Frazão 6 set 2013, 08h49

A presidente da República, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, explicará as denúncias de espionagem contra as comunicações presidenciais do Brasil em cinco dias. A presidente reuniu-se com Obama nesta quinta-feira em São Petersburgo, na Rússia, após a cúpula do G20. Dilma ainda mantém incerteza sobre a sua visita de Estado aos EUA, até então programada para outubro.

“O presidente Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira o que ocorreu”, disse Dilma em entrevista coletiva. “Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem.”

Dilma afirmou que visita a Washington, sede do governo americano, será definida apenas após a resposta de Obama. “A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama”, disse.

Nações Unidas – Dilma voltou a dizer que pretende acionar a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a espionagem internacional: “Irei à ONU propor uma nova governança contra invasão de privacidade”. Ela havia cogitado procurar respaldo da ONU quando documentos secretos da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) vazados pelo ex-agente Edward Snowden revelaram a espionagem sobre e-mails e telefonemas em geral no país e a existência de uma base da agência em Brasília – negada pela embaixada dos EUA.

Dilma também afirmou que o Brasil não dará respaldo a uma ação militar do governo Obama na guerra civil da Síria, motivada pelo suposto uso de armas químicas. Para a presidente, deve haver aval do conselho de segurança da ONU. “O Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação da ONU”, disse.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, deve se encontrar na quarta-feira com a conselheira de Nacional de Segurança dos EUA, Suzan Rice, para tratar dos esclarecimentos dados pelo governo americano.

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