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Dilma divulga carta aberta aos religiosos

Candidata firma posição contra o aborto e a favor da liberdade religiosa

Imitando os passos de Lula, que em 2002 divulgou a “Carta ao Povo Brasileiro”, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, endereçou uma carta aberta aos religiosos, chamada “Mensagem da Dilma”. Ao contrário de Lula, que em 2002 se dirigia a todo o povo brasileiro, Dilma se dirige apenas aos ‘povo de Deus’. Sua carta foi claramente idealizada para afirmar posições da candidata sobre aborto, liberdades religiosas, garantias constitucionais e preceitos que não afrontem a família. O texto foi divulgado por líderes religiosos nesta sexta-feira.

Na carta, Dilma aponta “adversários eleitorais” como responsáveis pela difusão do que classifica como “calúnias e boatas”. Refere-se ao vídeo em que ela assume sua posição favorável ao aborto, em sabatina feita pelo jornal Folha de S. Paulo em 2007. “Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais”, diz Dilma na carta.

Em seguida, a candidata petista defende, em seis pontos, a liberdade religiosa, afirma ser “pessoalmente contra o aborto” e se compromete, se eleita, a “não propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto”.

Casamento gay – Sobre o Projeto de Lei Complementar 122, em tramitação no Senado, e que trata, entre outras medidas, do casamento de homossexuais, Dilma afirma que “será sancionado no meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil.”

Ao final do documento, Dilma pede apoio dos eleitores para “deter a sórdida campanha de calúnias”. A justificativa é nobre: “Não permitir que prevaleça a mentira com arma em busca de votos”. Pena que o documento tenha sido lançado no mesmo dia em que sua campanha espalha, em São Paulo, um jornalzinho chamado “Militância pedetista” em que publica uma foto de Serra empunhando uma espingarda e o chama de caricatura do diabo. Para cada peso, uma medida.