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Dilma: “Demissões por malfeito são ossos do ofício”

Presidente afirma que faxina política não é a meta de seu governo

Por Adriana Caitano - 24 ago 2011, 18h22

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta-feira, que demitir ministros e funcionários do governo não deve ser uma rotina de seu mandato. “Faxina, no meu governo, é contra a pobreza. O resto, ou seja, tomar providência contra o malfeito, é obrigação da minha condição de presidente. São ossos do ofício”, disse, após evento de anúncio do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.

Dilma tenta refutar a imagem de que seu governo tem sido baseado prioritariamente em demitir ministros e funcionários envolvidos em escândalos de corrupção. O tom da entrevista concedida nesta quarta é o mesmo do recado já dado a partidos aliados, que estão insatisfeitos com a onda de demissões após a enxurrada de denúncias de corrupção. Isso faz com que ministros na linha de tiro, como Pedro Novais, indicado pelo PMDB para o Turismo, e Mário Negromonte, nome do PP nas Cidades, ganhem sobrevida. “Não se demite nem se faz escala de demissão todos os dias. Isso não é, de fato, Roma antiga”, comentou. “Eu acho que se combate o malfeito, mas não se faz disso meta do governo”, afirmou a presidente.

Nos primeiros sete meses de governo, a presidente Dilma já trocou quatro ministros de seu quadro: Antonio Palocci, da Casa Civil, Alfredo Nascimento, dos Transportes, Nelson Jobim, da Defesa, e Wagner Rossi, da Agricultura. Além disso, a faxina percorreu os corredores do Departamento Nacional de Transporte (Dnit) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), todos mergulhados em casos de corrupção.

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