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Dilma cobra da Europa reação rápida à crise econômica

Presidente reuniu-se com o presidente da Ucrânia no Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff cobrou mais uma vez nesta terça-feira uma reação mais rápida dos países europeus diante da crise econômica. Dilma conversou sobre o tema com o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, no Palácio do Planalto. “A falta de ação rápida só levará ao agravamento da crise com sérias consequências politicas e sociais”, disse Dilma. Para a presidente, é preciso haver uma combinação equilibrada de estímulo ao ajuste fiscal e ao crescimento dos índices de emprego.

“Há que sempre evitar que alguns países transfiram para outros os custos de numa conjuntura difícil, seja por artifícios de controle cambial, seja por politicas monetárias expansivas, seja por qualquer desequilíbrio financeiro”, completou.

Dilma também voltou a cobrar reformas no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e agradeceu o apoio do presidente ucraniano ao pleito brasileiro para conseguir assento permanente no órgão. A presidente também destacou o compromisso do Brasil para a não proliferação de armas de destruição em massa.

Após declaração à imprensa, os presidentes seguiram para almoço no Palácio do Itamaraty.

Acordos – As autoridades assinaram acordos para cooperação técnico-militar, para o controle de doenças transmissíveis e para pesquisa em biocombustíveis, em especial o etanol. As autoridades também assinaram parceria para realização de fórum empresariais e para produção de insulina no Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz, e de fertilizantes.

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, o intercâmbio comercial entre Brasil e Ucrânia deverá superar 1 bilhão de reais este ano, valor quatro vezes superior ao registrado em 2003. A comunidade ucraniana no país já soma 400.000 pessoas.