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Dilma admite erro em doação de prótese dentária

Dona Nalvinha, que vive na Bahia, ganhou prótese dentária antes de gravar imagens para propaganda eleitoral da presidente-candidata

Por Gabriel Castro, de Brasília - 25 ago 2014, 20h35

A presidente-candidata Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que foi um “erro” a doação de uma prótese dentária a uma eleitora que participou de filmagens para sua propaganda eleitoral. Marinalva Gomes Filha, a Dona Nalvinha, vive em Paulo Afonso (BA) e é beneficiária do programa Água Para Todos.

Dilma afirmou que perto da comunidade onde a eleitora vive há uma unidade do programa Brasil Sorridente e um laboratório de próteses dentárias, ambos mantidos com verbas federais. Por isso, afirmou ela, o benefício deveria ter sido concedido muito antes. “O lamentável é que tenham dado para ela somente um dia antes da minha chegada”, declarou a petista, que também culpou a prefeitura pela falha: “Eu sou contra que eles tenham feito isso antes de eu chegar. A obrigação, tanto do ministério quanto da prefeitura, é ter rastreado todo mundo que precisa”.

“Não ter dente é uma coisa que nós não podemos conviver achando normal”, afirmou a petista, antes de fazer uma análise antropológica da importância dos dentes: “A gente é um animal que ri, acha graça”.

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A presidente que só pensa em eleição

A presidente também voltou a defender uma reforma política que inclua uma consulta popular. A ideia, apresentada pelo governo após os protestos de junho do ano passado, foi enterrada por falta de apoio no Congresso. “O que nós temos de fazer é mobilizar toda a sociedade para que apresente suas propostas e submeter, depois, isso a uma forma de organizá-las e discutir, ou num processo de plebiscito mas certamente com consulta popular”, disse.

Nesta segunda-feira, Dilma – na condição de presidente – recebeu o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno. A reforma política foi um dos temas da reunião. Segundo Dilma, o aborto e o casamento gay não foram tratados no encontro. Na entrevista, entretanto, Dilma fez uma menção genérica a novas formas de organização familiar: “Não é uma questão de seu ser contra ou a favor, mas de reconhecer que essas famílias existem”.

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