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Desistência de Hartung redistribui forças políticas no Espírito Santo

Jogo de forças no estado teve interferência de PSDB de Alckmin e favorece volta de ex-governador Renato Casagrande (PSB)

Por Estêvão Bertoni Atualizado em 14 ago 2018, 14h57 - Publicado em 12 ago 2018, 11h43

A desistência, no mês passado, do governador Paulo Hartung (MDB) de disputar a reeleição no Espírito Santo redistribuiu o jogo político no estado, favorecendo a volta ao poder de Renato Casagrande (PSB), que foi governador capixaba entre 2011 e 2014. O PSDB de Geraldo Alckmin esteve no centro das decisões.

Enquanto o vice de Hartung, o tucano César Colnago, defendia a manutenção da aliança visando a reeleição, outra parte do PSDB, representada pelo senador Ricardo Ferraço, desenhava uma aliança com Casagrande. Uma reunião com a presença de Alckmin chegou a ser feita em Brasília para discutir as alianças, mas Hartung já havia decidido não ser candidato.

O emedebista comandava o Espírito Santo pela terceira vez e afirmou, em nota, que era hora de “passar o bastão”. Ele chegou a afirmar em entrevistas que não disputaria mais cargos eletivos, mas disse que aceitaria assumir algum ministério. Ele já foi filiado ao PSDB nos anos 1980 e 1990.

  • Outro fator que pode ter pesado para a decisão foi a taxa de rejeição ao governador. Segundo pesquisa realizada pela Futura Consultoria, Hartung era o candidato com a maior taxa de reprovação no estado: 24,6%. Já Casagrande, entre todos os candidatos, possuía a menor: 7,4%, ou seja, teria o maior potencial de crescimento ao longo da campanha. Ele também conseguiu aglutinar 18 partidos em sua coligação.

    A Futura entrevistou 800 pessoas, em 20 cidades, entre 10 e 13 de julho. Com margem de erro de 3,5 pontos, a pesquisa tem confiabilidade de 95%. Ela foi registrado no TRE-ES sob o número ES-09041/2018.

    Com a saída do atual governador da disputa, seu partido acabou se aliando à chapa da senadora Rose de Freitas, que havia trocado o MDB, em abril deste ano, pelo Podemos, para disputar as eleições.

    Outros candidatos, como Jackeline Rocha, do PT, e Aridelmo Teixeira, do PTB, acabaram praticamente isolados, sem alianças políticas.

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    Conheça os candidatos ao governo do Espírito Santo:

    André Moreira (PSOL), advogado
    Vice: Adriana Gonçalves (PSOL)
    Coligação: PSOL, PCB

    Aridelmo Teixeira (PTB), ex-secretário de Educação do Espírito Santo
    Vice: Jéssica Polese (PTB)
    Coligação: PTB, PMB

    Carlos Manato (PSL), médico e ex-deputado federal
    Vice: Rogério Zamperlini (PSL)
    Coligação: PSL, PRB, PR

    Jackeline Oliveira Rocha (PT), empresária e estudante de administração
    Vice: Cleber Lanes (PT)

    Renato Casagrande (PSB), ex-governador do Espírito Santo
    Vice: Jaqueline Moraes (PSB)
    Coligação: PSB, PPS, PSDB, PDT, DEM, PP, PSD, PSC, PROS, PCdoB, PHS, PV, PTC, Avante, PPL, DC, PRP, Solidariedade

    Rose de Freitas (Podemos), ex-deputada federal e senadora
    Vice: Thanguy Friço (Podemos)
    Coligação: Podemos, MDB, Rede, PRTB, PMN, Patriota

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