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Deputados terão 78 mil reais por mês para gastar com assessores

Reajuste da verba de gabinete autorizado pelo presidente da Câmara, Marco Maia, foi de 30%, ainda maior do que o estimado

O reajuste aprovado na semana passada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para as verbas de gabinete foi publicado nesta quarta-feira e trouxe uma surpresa: em lugar do 25% estimados, o presidente da Casa, deputado Marco Maia, autorizou aumento de 30%. Com isso, cada deputado terá, a partir deste mês, verba de 78 mil reais mensais para gastar com pagamentos de funcionários que trabalham nos gabinetes ou nos escritórios políticos nos estados. A maioria, não precisa sequer comprovar presença na Câmara.

Maia justificou o aumento como uma recomposição do benefício considerando “o desgaste inflacionário”, informou a Agência Brasil. As despesas extras a partir de julho serão custeadas pelas dotações orçamentárias da Câmara.

Reivindicação antiga dos deputados e assessores, que alegam que os funcionários não concursados estavam havia quase cinco anos sem reajuste, o aumento da verba de gabinete acontece a três meses da eleição. Atualmente, os salários dos assessores de gabinete podem chegar a R$ 8.040,00, considerando as gratificações. Sem elas, a maior remuneração é de R$ 4.020,00.

Pelo regimento, com a verba, cada deputado pode contratar de cinco a 25 secretários parlamentares, como são classificados os não concursados, e a Câmara tem um total de 10.200 funcionários nessa situação.