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Deputados do PT cometeram crime de lavagem, diz relator

Relator iniciou a leitura de seu voto sobre a conduta de parlamentares do PT beneficiados pelo valerioduto. Ele vai condenar Paulo Rocha e João Magno

Por Gabriel Castro e Laryssa Borges 10 out 2012, 20h03

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, iniciou nesta quarta-feira a apresentação de seu voto sobre mais um capítulo da denúncia: o que trata do recebimento de recursos ilícitos por três deputados petistas na época do escândalo, Paulo Rocha, João Magno e Professor Luizinho. Os três estão sem mandato hoje. Anderson Adauto (PTB), ex-ministro dos Transportes, também é réu neste trecho do processo.

Barbosa começou a leitura de seu voto analisando a atuação de Paulo Rocha, que obteve 820 000 reais do valerioduto. E deixou claro que votará pela condenação do petista. Depois, fez o mesmo com João Magno, que recebeu 360 000 reais.

“Paulo Rocha dolosamente se valeu não só de mecanismos de lavagem como também de terceiras pessoas para receber os valores”, disse o relator. Segundo Barbosa, Rocha tinha perfeita ciência da origem ilícita dos recursos, especialmente por ser presidente do PT no estado do Pará: “A posição de destaque ocupada por Paulo Rocha à época dos fatos reforça ainda mais a conclusão de que ele tinha conhecimento da origem ilícita dos valores recebidos”, disse o ministro.

Barbosa, por outro lado, considerou inocente a ré Anita Leocádia, ex-assessora do petista, por falta de provas de que ela atuou de forma criminosa ao sacar parte dos recursos para Paulo Rocha.

O relator também desqualificou a alegação de que os recursos obtidos por João Magno seriam usados para pagar dívidas de campanha. “O dinheiro foi repassado, na verdade, pelo núcleo de Marcos Valério a terceiras pessoas indicadas por João Magno, que permaneceu oculto nas operações de repasse dessas quantias”

O julgamento do mensalão será retomado na tarde desta quinta-feira.

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