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Deputados desconfiam de manobra de Maranhão para barrar eleição

Empurrando votação para agosto, o presidente interino ganharia mais duas semanas na presidência da Câmara

Por Marcela Mattos - 8 jul 2016, 17h56

A decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de agendar a eleição de seu sucessor apenas para a próxima quinta-feira causou um clima de desconfiança entre os deputados. O temor é o de que Maranhão, conhecido por suas manobras e pela falta de consistência em seus atos, encontre algum caminho para derrubar a sessão, e, como será o último dia de trabalhos antes do recesso, empurre a votação apenas para agosto, ganhando pelo menos mais duas semanas na cadeira presidencial. Nesta sexta-feira, Maranhão ordenou a retirada das cabines de votação do plenário.

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Aliados de Eduardo Cunha trabalham para que a eleição aconteça já na próxima terça-feira, o que resolveria dois problemas em uma só vez: sacaria Maranhão do comando da Câmara e atrapalharia o desfecho do processo de cassação contra o peemedebista, previsto também para a terça. Ontem, uma reunião entre os líderes partidários, que acabou boicotada por adversários de Cunha, definiu a antecipação da votação, a contragosto também do presidente interino.

As duas datas da eleição do novo presidente – terça e quinta-feira – foram formalizadas no Diário da Câmara, o que lança dúvidas sobre quando, de fato, será realizada a votação. Líderes partidários pretendem se reunir novamente na próxima segunda-feira para tentar fechar um cronograma consensual. Até lá, segue indefinido quando será eleito o sucessor de Cunha.

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