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Deputado petista pede à PGR suspensão de fundo eleitoral de Huck

Jorge Solla (PT-BA) quer apuração dos 'reais objetivos' do grupo de empresários que pretende dar bolsas de estudo a candidatos ao Legislativo

Por Da redação - Atualizado em 4 Oct 2017, 14h38 - Publicado em 4 Oct 2017, 12h57

O deputado Jorge Solla (PT-BA) quer suspender o Fundo Cívico para a Renovação da Política. O parlamentar pediu à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, uma investigação sobre o fundo RenovaBR, criado por um grupo de empresários para conceder bolsas de estudos de 5.000 reais mensais a interessados em se candidatar ao Legislativo nas eleições de 2018. Entre os idealizadores do fundo estão o apresentador Luciano Huck e Eduardo Mufarej, sócio da Tarpon Investimentos e presidente da Somos Educação.

No requerimento enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), Solla pede que sejam apurados os “reais objetivos do grupo” e também que “seja expedida determinação pela imediata suspensão da criação do Fundo Cívico, direcionada aos seus idealizadores”.

O petista quer que o grupo apresente “cópia de protocolos de intenção, atas de reuniões de fundação, contrato social, formulários de cadastro, e todo tipo de documentação produzida para o funcionamento do Fundo Cívico”. Ele também pede, “ao final”, a instauração de um inquérito civil para apurar a criação do fundo.

Além de Huck e Mufarej, fazem parte do FundoRenovaBR, como coordenadores ou investidores, figuras como o publicitário Nizan Guanaes, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o empresário Abílio Diniz. A intenção do grupo seria tentar eleger de setenta a 100 deputados federais na próxima eleição.

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Segundo Jorge Solla, “há fortes indícios” de que, por meio de uma pessoa jurídica, o fundo, o grupo de empresários busca “burlar a lei”. “O Supremo Tribunal Federal, em julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4650, reconheceu a impossibilidade de doação, a campanhas eleitorais, de pessoas jurídicas, e pretende o ‘Fundo Cívico’ caminhar também por mais esse ilícito”, alega o deputado a Raquel Dodge.

(com Estadão Conteúdo)

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