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Deputado ligado a Flávio Rocha propõe criar CPI do Facebook

Jerônimo Goergen coordena bancada de parlamentares que atuam pelo Brasil 200, movimento do ex-presidenciável que foi derrubado da rede nesta quarta

Por Da Redação Atualizado em 25 jul 2018, 20h24 - Publicado em 25 jul 2018, 19h09

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), coordenador da recém-criada Frente Parlamentar Mista Brasil 200, quer propor a criação de uma CPI do Facebook. “Vivemos em um País democrático”, disse ele à reportagem. Goergen divulgou um vídeo nesta quarta-feira propondo a apuração da ação da rede social que retirou do ar 196 páginas e 87 perfis, incluindo páginas e contas ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL) acusadas de uma ação coordenada de “desinformação”.

“Isso é inaceitável. Estamos estudando a possibilidade de buscarmos assinaturas para a criação de uma CPI do Facebook”, afirma o deputado. A Frente Brasil 200 é a representação na Câmara do Movimento Brasil 200, formado por um grupo de empresários que propõem uma agenda liberal para o Brasil tendo como meta o bicentenário da Proclamação da República, em 2022.

A página do Brasil 200 foi uma das derrubadas pelo Facebook. O movimento foi fundado pelo empresário Flávio Rocha, que até a semana passada era pré-candidato à Presidência pelo PRB com o apoio do MBL. Fontes ouvidas pela agência Reuters nos Estados Unidos afirmam que as páginas desativadas faziam parte de uma rede de compartilhamento de notícias falsas. Tanto o Brasil 200 quanto Flávio Rocha e o MBL negam.

  • Goergen disse que vai agendar uma reunião com os deputados da frente na próxima semana para avaliar a situação. “Não tivemos nenhum aviso prévio e quero entender a situação para não fazer algo precipitado”, disse.

    O ex-presidenciável Flávio Rocha usou as redes sociais para criticar a situação. “Conclamo a bancada do Brasil 200 no Congresso Nacional a tomar posição sobre essa arbitrariedade. Nem no tempo da ditadura se verificava tamanho absurdo”, escreveu Rocha. O líder do PRB na Câmara, deputado Celso Russomanno (SP) disse à reportagem que iria conversar com o partido para definir quais providências devem ser tomadas.

    (Com Estadão Conteúdo)

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