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Deputado ficha-suja assume presidência da Assembleia

Tucano Celso Giglio, que teve contas reprovadas quando foi prefeito de Osasco, vai comandar Casa por uma semana durante licença de Barros Munhoz

Por Jean-Philip Struck - 23 jan 2013, 14h54

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) está sendo presidida por um político ficha-suja desde o dia 19 de janeiro. O deputado estadual e vice-presidente da Assembleia, Celso Giglio (PSDB), que no ano passado teve a candidatura a prefeito de Osasco barrada pela Lei da Ficha Limpa, assumiu depois que o titular, Barros Munhoz (PSDB), pediu licença do cargo.

Giglio deve ficar na presidência até o próximo sábado, 26 de janeiro. Nesse período, ele deve representar a Assembleia em eventos como o aniversário de São Paulo, nesta sexta-feira.

O deputado foi incluído numa relação de fichas-sujas por causa da sua atuação como prefeito de Osasco – ele governou a cidade da região metropolitana de São Paulo duas vezes entre 1993 e 2004. No último ano da sua passagem pela prefeitura, Giglio teve as contas reprovadas pela Câmara Municipal e pelo Tribunal de Contas do Estado, que o acusaram, entre outras irregularidades, de não cumprir a lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 2010, quando a lei da Ficha Limpa ainda não havia sido aplicada, ele se candidatou e conseguiu um mandato de deputado estadual, e no ano seguinte foi eleito para a primeira vice-presidência da Assembleia.

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Barrado – Ele finalmente teve uma candidatura barrada pela Justiça Eleitoral quando tentou novamente se candidatar a prefeito de Osasco, no ano passado. Na ocasião, seu nome chegou a ser incluído nas urnas eletrônicas, mas os cerca de 150.000 votos que recebeu acabaram sendo anulados, o que abriu caminho para a vitória do petista Jorge Lapas, que havia recebido quase 11.000 votos a menos do que Giglio.

O deputado até tentou recorrer da decisão, mas o recurso não foi aceito pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que por unanimidade (sete votos a zero) decidiram manter a decisão original de barrar sua candidatura.

A assessoria do gabinete do deputado afirma que ele está recorrendo da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado foi procurado para comentar o caso, mas seu gabinete disse que Giglio estava em uma reunião da Associação Paulista de Municípios, que também é presidida pelo tucano.

Ainda acordo com o gabinete do deputado, a reprovação das contas pela Câmara de Osasco, em 2004, que provocou a suspensão da candidatura de Giglio, havia sido um “ato político” dos vereadores.

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