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Depois de invasões, Câmara limita acesso de visitantes

Diretoria cria norma que restringe visitantes nas dependências parlamentares

Depois dos episódios de invasões do Salão Verde, do plenário e de comissões, a Câmara dos Deputados homologou nesta terça-feira uma norma que restringe o acesso do público aos prédios e aos locais que hoje têm entrada livre de visitantes. Entre as medidas determinadas estão a limitação da quantidade de pessoas por área específica e a proibição da entrada de banners, cartazes, faixas ou qualquer aparato similar.

A Diretoria-Geral iniciou os estudos sobre o acesso ao público em 21 de agosto, um dia depois da invasão de um grupo de policiais e bombeiros para pressionar pela aprovação do projeto de interesse da categoria. Na ocasião, eles portavam apitos e cartazes e entraram após driblar a segurança.

Em abril deste ano, outro episódio causou tumulto: índios de diversas etnias também invadiram o plenário. Eles portavam porretes, arco e flechas. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça teve uma sessão suspensa após manifestação de sindicalistas contra a proposta que trata do trabalho terceirizado.

O ato da mesa determina um limite diário de 1.770 visitantes. Eles poderão se dividir, com quantidade determinada para cada local, no edifício principal e galerias (que compreende o Salão Verde e a área reservada ao público no interior do plenário), nos anexos (local dos gabinetes parlamentares) e no Auditório Nereu Ramos, onde costumam ocorrer audiências públicas. O acesso se dará por ordem de chegada. Os visitantes terão de informar para onde vão e não terão mais livre acesso pelos corredores para transitarem por diversos pontos.