🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Depoimento de Flávio à PF ganha tom político, e defesa aposta em comparação com caso Lulinha

Investigação conduzida por Alexandre de Moraes deve ser incorporada à estratégia eleitoral do senador, avaliam analistas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jul 2026, 14h56 | Atualizado em 10 jul 2026, 15h04
Depoimento de Flávio à PF ganha tom político, e defesa aposta em comparação com caso Lulinha Priorizar nos meus resultados Google

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro no inquérito que apura uma suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin afirmou que a investigação deverá ser incorporada à estratégia política da pré-campanha do senador, enquanto o cientista político Rafael Cortez avaliou que a judicialização tende a ocupar papel central na disputa presidencial de 2026 (este texto é um resumo do vídeo acima).

Por que Flávio Bolsonaro será ouvido pela Polícia Federal?

A decisão de Moraes atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou a realização do depoimento antes de decidir se oferece denúncia ou pede o arquivamento da investigação. Com isso, o ministro determinou o retorno dos autos à PF para que a oitiva seja realizada no prazo máximo de dez dias.

Segundo Robson Bonin, a reação da defesa deverá ir além dos argumentos jurídicos e buscar transformar o episódio em um embate político direto com o presidente Lula. Na avaliação do colunista, a principal linha pró-Flávio será sustentar que há diferença de tratamento entre investigações envolvendo aliados do governo e aquelas que atingem integrantes do bolsonarismo. “O objetivo será inverter a pressão e transformar esse caso em confronto político com o presidente Lula”, afirmou.

Por que o caso do INSS deve entrar na argumentação?

Bonin explicou que os advogados do senador pretendem comparar a rapidez das investigação contra Flávio com o andamento das apurações relacionadas às fraudes no INSS envolvendo Lulinha. Segundo o colunista, a PF informou ao Supremo que enfrenta limitações de pessoal para analisar provas reunidas naquele inquérito, enquanto o procedimento envolvendo Flávio avança em ritmo acelerado.

Continua após a publicidade

A partir dessa comparação, a defesa deverá sustentar que “a roda da Justiça gira rápido apenas quando o objetivo é punir o senador bolsonarista”.

Qual é o objeto da investigação?

A apuração envolve uma publicação feita por Flávio após a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro. Na avaliação de Bonin, independentemente do desfecho jurídico, o caso tende a ser incorporado ao discurso político da campanha presidencial. “Esse barulho político acaba servindo como munição eleitoral”, afirmou.

Continua após a publicidade

A judicialização será uma das marcas da eleição?

Para Rafael Cortez, a sucessão presidencial deverá ser fortemente influenciada por disputas travadas no Judiciário. Segundo o cientista político, campanhas competitivas e marcadas por elevados índices de rejeição tendem a recorrer cada vez mais aos tribunais como parte da estratégia eleitoral. “A batalha judicial vai dar o tom da campanha de 2026”, afirmou.

Ele observou que o ambiente digital favorece mensagens de forte impacto e grande circulação, estimulando campanhas a investir simultaneamente em comunicação e estrutura jurídica para enfrentar disputas que devem permanecer equilibradas até o fim.

Continua após a publicidade

O que isso revela sobre o debate eleitoral?

Na reta final da discussão, Bonin afirmou que a sucessão presidencial corre o risco de ficar concentrada em conflitos judiciais e acusações entre adversários, deixando em segundo plano temas ligados à administração pública e às propostas para o país. Para o colunista, discussões sobre processos, investigações, tarifas internacionais e embates políticos acabam ocupando o espaço que poderia ser dedicado ao debate de programas de governo. “É um deserto de ideias”, resumiu.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).