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Demóstenes diz confiar em absolvição

Na véspera da sessão que deve cassar seu mandato, o senador faz o sétimo discurso seguido na tribuna e afirma estar pronto para retomar a rotina

Por Gabriel Castro - 10 Jul 2012, 16h50

Ameaçado de ter o mandato cassado nesta quarta-feira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) disse nesta terça que está pronto para retomar os trabalhos como se nada tivesse acontecido: “Agora, sobrevivente de uma atrocidade sem precedentes, sinto-me mais maduro para legislar. Vou continuar no Senado trabalhando intensamente pela implantação do ensino em tempo integral em todas as escolas, um percentual mínimo constitucional para a Educação, a defesa dos recursos hídricos e a estabilidade política e jurídica de nossa democracia”, afirmou ele.

O parlamentar fez seu sétimo discurso nos últimos sete dias úteis; mais uma vez, se disse vítima da imprensa e afirmou confiar que os colegas o absolverão. “Nesses nove anos e meio, nada fiz que desonrasse esta Casa nem o mandato, nem a confiança dos senhores ou do povo de Goiás e do Brasil. A perseguição vai ser derrotada e o seu Avelomar e a dona Luzia, meus pais, continuarão tendo a certeza de que mantenho limpo o nome da nossa família.”

O parlamentar alega que as conversas mostrando sua troca de favores com Cachoeira foram editadas pela Polícia Federal. E afirma que a operação Monte Carlo é ilegal porque apenas a Procuradoria-Geral da Repúblcia pode investigar senadores.

A sessão em que os parlamentares vão votar o pedido de cassação de Demóstenes está marcada para as 10h desta quarta-feira. A tendência é de que o ex-integrante do DEM seja punido pelos colegas.

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