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Demissões derrubam aprovação de Dilma no Nordeste

A frustração com programas como o Minha Casa Minha Vida e o fechamento de postos de trabalho fizeram a avaliação positiva da presidente cair de 18% para 13% na região

A queda na aprovação da presidente Dilma Rousseff no Nordeste, região que lhe garantiu as maiores votações proporcionais nas eleições presidenciais, é um dos sinais mais eloquentes da crise política que atinge a governante e o seu partido, o PT. Na Bahia, reduto petista, onde a presidente obteve 70% dos votos em 2014 enquanto o candidato do PSDB, Aécio Neves, ficou com 30%, a rejeição à presidente cresce à medida que aumenta o desemprego.

O recuo nos investimentos do governo federal e a paralisia nos programas-vitrine do governo PT, como o Minha Casa Minha Vida, fizeram o Nordeste perder 152 mil vagas de emprego nos primeiros cinco meses do ano, a maior taxa de demissões de todas as regiões.

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Na Bahia, as demissões superaram as contratações em 16.493 vagas. Salvador é a região metropolitana com a maior taxa de desemprego, segundo o IBGE: 11,3%. A segunda maior também está no Nordeste: Recife, com 8,5%. No País, o desemprego subiu para 6,7% em maio.

Segundo pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Região Nordeste foi onde a popularidade da presidente mais caiu: de 18% em março para 13% em julho. No País, em média, a aprovação ficou em 9% (em março era de 12% ) e a reprovação, em 68%.

(Com Estadão Conteúdo)