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DEM cobra explicações de ministros sobre espionagem contra Campos

Deputados da bancada do DEM protocolaram pedidos nesta terça-feira em diferentes comissões da Câmara; caso foi revelado por VEJA desta semana

Por Marcela Mattos - 18 jun 2013, 13h32

O Democratas (DEM) cobrou explicações do governo nesta terça-feira sobre a espionagem realizada por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Porto de Suape, em Pernambuco, revelada por VEJA. A reportagem mostra que os agentes se disfarçaram de trabalhadores portuários para monitorar o governador do estado, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à Presidência em 2014 e visto pelos petistas como uma ameaça para a reeleição de Dilma Rousseff.

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Os deputados do DEM Onyx Lorenzoni (RS) e Mendonça Filho (PE) protocolaram requerimentos de convocação dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Gabinete de Segurança Institucional, o general José Elito Carvalho Siqueira, nas comissões de Finanças e Tributação, Fiscalização Financeira e Controle, Relações Exteriores e Constituição e Justiça.

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Os parlamentares pediram, ainda, o comparecimento do diretor-geral da Abin, Wilson Roberto Trezza, e dos agentes Mário Ricardo Dias de Santana, Nilton de Oliveira Cunha Junior, Renato Carvalho Raposo de Melo e Edmilson Monteiro da Silva, apontados como responsáveis por monitorar atos que pudesse ser utilizados contra Eduardo Campos. O comparecimento da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também foi requisitado pelos deputados para que ela explique possíveis chantagens sofridas em votações no Congresso.

“Com o temor de que a Abin esteja sendo usada com objetivos meramente políticos, afastando-se dos fins institucionais para os quais foi criada, é necessário que as comissões ouçam o ministro do GSI e demais envolvidos na Abin”, justificam os parlamentares nos requerimentos. Eles lembraram que outra denúncia do jornal O Estado de S. Paulo mostrou, em abril deste ano, que uma operação da agência monitorou a movimentação no porto de Suape em um momento em que Campos e a presidente Dilma estavam em lados opostos na discussão da MP dos Portos.

Os documentos têm de ser aprovados pela maioria dos deputados titulares das comissões para que os ministros tenham de participar de audiência.

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