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Delúbio esconde o rosto ao ser removido para Superintendência da PF

Ex-tesoureiro do PT se junta a Jacinto Lamas e agora aguarda a chegada dos outros condenados à capital federal

Por Gabriel Castro, de Brasília 16 nov 2013, 14h36

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares chegou na tarde deste sábado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi conduzido no banco de trás de um carro descaracterizado da corporação. O mensaleiro tentava se esconder, abaixado e coberto por um terno cinza.

O carro foi cercado por cerca de trinta militantes petistas que, com bandeiras vermelhas, gritavam palavras em favor do partido. Delúbio também evitou mostrar o rosto no curto trajeto entre o carro e o prédio da PF.

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O ex-tesoureiro se entregou no fim da manhã, no prédio da sede da Polícia Federal. A decisão do petista contrariou as expectativas, já que ele deveria se entregar na Superintendência da PF. Delúbio foi condenado a oito anos e onze meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

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Delúbio e Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PR, são os dois mensaleiros presos em Brasília. Eles vão aguardar a chegada dos outros nove condenados detidos – inclusive José Genoino e José Dirceu, que partiram de São Paulo na tarde deste sábado. Os réus detidos em Belo Horizonte também devem seguir neste sábado para Brasília, de acordo com a Superintendência da Polícia Federal na capital mineira.

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Já o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, cuja defesa também prometia que se entregaria neste sábado, fugiu para a Itália.

Há pelo menos 45 dias ele deixou clandestinamente o Brasil para se esconder no país europeu, fazendo uso de sua dupla cidadania. Às 11h45, o delegado de plantão Marcelo Nogueira recebeu do advogado Marthius Lobato um telefonema confirmando que o réu não se entregaria.

Com a chegada de todos em Brasília, prevista para 17h deste sábado, o grupo deve ser removido para o Centro de Progressão Penitenciária (PCC), onde começarão a cumprir pena. Todos os onze réus serão alocados inicialmente no regime semiaberto.

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