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Defesa de Temer pede ao TSE ‘decisão técnica’ e alheia a pressões

Gustavo Guedes, que defende o presidente, critica Rodrigo Janot e diz que nos últimos dias foram criadas situações com o objetivo de impactar o julgamento

Por Da Redação - Atualizado em 6 jun 2017, 21h48 - Publicado em 6 jun 2017, 14h43

A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) no julgamento que começa nesta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) espera que a Corte tenha uma “decisão técnica”, “alheia a pressões” e que o resultado final seja a absolvição e a manutenção dele no cargo.

O advogado de Temer, Gustavo Guedes, em vídeo postado na página do PMDB nacional no Facebook, manifestou preocupação com o impacto no julgamento de acontecimentos alheios ao processo eleitoral de 2014, objeto da ação.

“O país passou por algumas situações que tinham como objetivo impactar na figura do presidente Temer. Não deveria haver rigorosamente nenhuma comunicação entre os fatos que se deram no Supremo Tribunal Federal e o julgamento que está para acontecer no TSE”, disse Guedes, em referência às investigações sobre o presidente e seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) a partir das delações da JBS.

“Esperamos que o TSE tenha, ao final, uma decisão técnica, alheia a essas pressões”, disse Guedes, que atacou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Temos visto iniciativas do Ministério Público, especificamente do procurador-geral da República, para tentar desestabilizar o tribunal. Se isso acontecer, é um perigo à democracia”, afirmou. Entre outras medidas, Janot pediu – e conseguiu – a prisão de Rocha Loures.

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Guedes afirmou que confia no trabalho que foi feito pela defesa do presidente. “Falei com cada um dos ministros do TSE, apresentamos as nossas razões e temos confiança que chegaremos ao final com resultado positivo, resultado que avalie as provas do processo e, como o Ministério Público comprovou, não há nenhuma participação de Michel Temer nos fatos relativos à campanha de 2014”, disse.

“O tribunal poderá, sim, ter uma decisão técnica, concluir pela improcedência ou eventualmente pela ausência de responsabilidade do presidente e mantê-lo no cargo, que seria a melhor decisão para o país”, afirmou.

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