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Defesa de Lulinha usa mesmo argumento de Moro para questionar revelações de VEJA

Advogados põem em dúvida veracidade das mensagens, mesmo expediente adotado na "Vaza Jato"; Mendonça manda apurar o vazamento de informações do inquéritos da PF

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 ago 2026, 11h28
Defesa de Lulinha usa mesmo argumento de Moro para questionar revelações de VEJA Priorizar nos meus resultados Google

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contestou em nota divulgada hoje a veracidade das mensagens constantes de inquéritos da Polícia Federal sobre as suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação veio após reportagem exclusiva de VEJA, capa da edição desta semana, mostrar detalhes inéditos sobre as movimentações de Lulinha e seu envolvimento com um grupo de lobistas liderados por Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula, que buscavam conseguir contratos com o governo.

“A defesa, conduzida pelos advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, contesta a autenticidade das mensagens, dizendo não ser possível até o presente momento conferir a integridade e a higidez da cadeia de custódia dessas supostas provas. Segundo a defesa, não se sabe até o presente momento nem sequer se as mensagens são verdadeiras, se foram tiradas do contexto e se podem ser, portanto, utilizadas para qualquer tipo de conclusão”, afirma trecho da nota.

Os defensores de Lulinha apelam a argumento semelhante ao que o então juiz Sergio Moro e o então procurador Deltan Dallagnol usaram quando vieram à tona os diálogos travados entre o magistrado e o chefe da força-tarefa da Lava-Jato, em episódio que ficou conhecido como “Vaza Jato”. Na época, ambos colocaram em dúvida se as mensagens eram verdadeiras, o que depois foi comprovado pela Polícia Federal e pelos julgamentos ocorridos no Supremo Tribunal Federal. Hoje, nenhum dos dois questiona mais os diálogos.

A linha de defesa de Lulinha contrasta também com a decisão desta sexta-feira, 21, do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o filho de Lula no Supremo, que mandou apurar o vazamento de informações dos inquéritos e cita VEJA como um dos veículos que divulgaram dados do inquérito — a determinação de Mendonça não visa apurar o trabalho jornalístico, mas sim a responsabilidade de servidores que deveriam guardar o sigilo dos materiais.

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Arquivamento

Na mesma nota, a defesa de Lulinha volta a defender o fim das investigações, dizendo que “não há envolvimento de autoridade com foro, não há desvio de dinheiro público e nem suspeita de desvio de dinheiro público, não há ato de ofício, e também não há relação direta ou indireta com o INSS”, afirma. Sobre a reportagem de VEJA, a defesa diz que as mensagens publicadas na reportagem “revelam que não houve crime”.

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